"Eu, João, que também sou vosso irmão e companheiro na aflição, e no Reino, e na paciência de Jesus Cristo, estava na ilha chamada Patmos, por causa da Palavra de Deus e pelo testemunho de Jesus Cristo." Apocalipse 1:9. "Ao apóstolo João o Senhor Jesus desvendou os assuntos que Ele viu serem necessários para Seu povo nos últimos dias." —The Review and Herald, 22 de Outubro de 1903. Domingo, 14 de
janeiro O discípulo amado 1. Quais discípulos estiveram mais
intimamente ligados a Jesus? Marcos 5:37; Mateus 17:1. Desses três,
qual era ainda mais achegado? Por quê? Contudo,
não permitiu que alguém o acompanhasse, senão Pedro e os irmãos
Tiago e João. (Marcos 5:37 RA) Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro e aos irmãos Tiago e João e os levou, em particular, a um alto monte. (Mateus 17:1 RA) "João, Tiago, André, Pedro, Filipe, Natanael e Mateus estiveram mais intimamente ligados a Ele [Cristo], que os outros. Testemunharam mais de Seus milagres. Pedro, Tiago e João estavam ainda em convívio mais íntimo. Achavam-se quase continuamente ao Seu lado, presenciando-Lhe os milagres e ouvindo-Lhe as palavras. João achegava-se a Ele em intimidade maior ainda, de maneira que se distingue como aquele a quem Jesus amava. O Salvador os amava a todos, mas João era o espírito mais apto a receber-Lhe a influência. Era mais jovem que os outros. Mediante confiança mais infantil, abria o coração a Cristo." —The Desire of Ages (O Desejado de Todas as Nações), pág. 292. 2. Qual foi o principal assunto que
atraiu a atenção de João? João 13:34 e 35; 1 João 3:11. Novo
mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos
amei, que também vos ameis uns aos outros.
Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes
amor uns aos outros. (João 13:34-35 RA) Porque a mensagem que ouvistes desde o princípio é esta: que nos amemos uns aos outros; (1 João 3:11 RA) "O apóstolo João percebeu que o amor fraternal estava decrescendo na igreja. Deteve-se principalmente sobre este ponto. Pouco antes da morte exortou os crentes ao constante exercício do amor de uns para com os outros." —Testimonies, vol. 8, pág. 241. Segunda-feira,
15 de janeiro Transformado pela graça 3. Qual era o caráter de João em sua
primeira experiência no ministério do Evangelho? Marcos 3:17; Lucas
9:51-56. Tiago,
filho de Zebedeu, e João, seu irmão, aos quais deu o nome de
Boanerges, que quer dizer: filhos do trovão; (Marcos 3:17 RA) E aconteceu que, ao se completarem os dias em que devia ele ser assunto ao céu, manifestou, no semblante, a intrépida resolução de ir para Jerusalém e enviou mensageiros que o antecedessem. Indo eles, entraram numa aldeia de samaritanos para lhe preparar pousada. Mas não o receberam, porque o aspecto dele era de quem, decisivamente, ia para Jerusalém. Vendo isto, os discípulos Tiago e João perguntaram: Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para os consumir? Jesus, porém, voltando-se os repreendeu e disse: Vós não sabeis de que espírito sois. Pois o Filho do Homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las. E seguiram para outra aldeia. (Lucas 9:51-56 RA) "João e seu irmão foram chamados filhos do trovão. João era de caráter decidido. Porém, houvera aprendido lições do grande Professor. Tinha defeitos de caráter. Qualquer insulto dirigido a Jesus despertava-lhe a indignação e combatividade. Seu amor por Cristo era o amor de alguém que fora salvo pelos méritos de Jesus. Porém, com esse amor havia os maus traços naturais que precisavam ser vencidos. Certa vez, ele e o irmão solicitaram o direito a mais elevada posição no reino do Céu. Em outra ocasião, proibiu a atuação de certo homem que expulsava demônios e curava, porque não acompanhava os discípulos. Outra vez, vendo o Senhor insultado pelos Samaritanos, desejou que viesse fogo do céu e os consumisse. Porém, Cristo o repreendeu, dizendo: ‘O Filho do homem não veio para destruir a vida dos homens, mas para salvá-los.’" —The Signs of the Times, 20 de April de 1891. 4. Por que meios João, o filho do
trovão, tornou-se o apóstolo do amor? Hebreus 12:1 e 2. Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus. (Hebreus 12:1-2 RA) "João era exemplo vivo da santificação. De outro lado, Judas possuía forma de piedade. Seu caráter era mais satânico que divino. Aparentava ser discípulo de Cristo, mas negava-O em palavras e obras. Judas teve as mesmas preciosas oportunidades que João para estudar e imitar o Modelo. Ouvia as lições de Cristo. Seu caráter poderia ter sido transformado pela graça divina. Porém, enquanto João lutava ardorosamente contra suas próprias faltas e procurava assemelhar-se a Cristo, Judas violava a consciência, rendia-se à tentação e fortalecia em si hábitos de desonestidade, que o transformariam na imagem de Satanás." —The Sanctified Life (Santificação), págs. 59 e 60. "É o Espírito Santo, o Consolador, que Jesus prometera enviar ao mundo. O Espírito transforma nosso caráter à imagem de Cristo. Quando isto se cumpre, refletimos, como num espelho, a glória do Senhor. É assim que o caráter de alguém que contempla a Cristo, torna-se de tal modo semelhante ao dEle que, aquele que o observa, vê brilhar o próprio caráter de Cristo ." —Our High Calling, pág. 58. Quinta-feira, 16
de janeiro Perseguição dos cristãos 5. Que predição de Jesus cumpriu-se
na vida dos primeiros cristãos? João 15:20; 16:2. Lembrai-vos
da palavra que eu vos disse: não é o servo maior do que seu senhor.
Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros; se
guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa. (João 15:20
RA) Eles vos expulsarão das sinagogas; mas vem a hora em que todo o que vos matar julgará com isso tributar culto a Deus. (João 16:2 RA) "Um a um, os primeiros construtores caíram pela mão do inimigo. Estêvão foi apedrejado, Tiago morto à espada, Paulo decapitado, Pedro crucificado, João exilado. Contudo, a igreja cresceu. Novos obreiros tomaram o lugar daqueles que caíram. Pedra sobre pedra foi acrescentada ao edifício. Assim foi lentamente erguido o templo da igreja de Deus. Séculos de feroz perseguição seguiram-se ao estabelecimento da igreja cristã. Nunca faltaram homens que considerassem a construção do templo divino mais preciosa que a própria vida. Desses está escrito: ‘...Outros, por sua vez, passaram pela prova de escárnios e açoites, sim, até de algemas e prisões. Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada. Andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados (homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da Terra.’ Hebreus 11:36-38." —The Acts of the Apostles (Atos dos Apóstolos), págs. 597 e 598. 6. Que aconteceu a João no tempo de
perseguição? Que promessa então cumpriu-se? Isaías 43:2; Jó 23:10. Quando
passares pelas águas, eu serei contigo; quando, pelos rios, eles não
te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a
chama arderá em ti. (Isaías 43:2 RA) Mas ele sabe o meu caminho; se ele me provasse, sairia eu como o ouro. (Jó 23:10 RA) "João foi lançado num caldeirão de óleo fervente. Porém, o Senhor protegeu a vida de Seu servo fiel, da mesma forma como guardara a dos três hebreus na fornalha ardente. Ao serem pronunciadas as palavras: ‘Assim pereçam todos os que crêem nesse enganador, Jesus Cristo de Nazaré’, João declarou: ‘Meu Mestre Se submeteu pacientemente a tudo quanto Satanás e seus anjos puderam inventar para humilhá-Lo e torturá-Lo. Deu a vida para salvar o mundo. Considero honra o ser-me permitido sofrer por Seu amor. Sou pecador e fraco. Cristo era santo, inocente, incontaminado. Não pecou nem se achou engano em Sua boca.’ "Estas palavras exerceram influência. Pelos mesmos homens que ali o haviam lançado, João foi retirado do caldeirão. "De novo a mão da perseguição caiu pesadamente sobre o apóstolo. Por decreto do imperador foi banido para a ilha de Patmos, condenado ‘por causa da Palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus Cristo’. Apocalipse 1:9." —The Acts of the Apostles (Atos dos Apóstolos), pág. 570. Quarta-feira, 17
de janeiro Na ilha de Patmos 7. Para silenciar a voz de João, que fizeram os inimigos do Evangelho depois que ele foi salvo do caldeirão de óleo fervente? Apocalipse 1:9. Eu, João, irmão vosso e companheiro na tribulação, no reino e na perseverança, em Jesus, achei-me na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus. (Apocalipse 1:9 RA) "Novamente, os inimigos da verdade procuraram silenciar a voz da testemunha fiel. João foi exilado para a ilha de Patmos. Ali, pensaram, não mais poderia perturbar Israel. Finalmente, morreria por sofrimento e aflição." —The Signs of the Times, 22 de março de 1905. "João, o discípulo amado, foi exilado na solitária ilha de Patmos, para que pudesse estar separado de todo o conflito, distante mesmo da obra que amava, para que o Senhor pudesse comunicar-se com ele e desvendar diante dele as cenas finais da história desta Terra." —The Review and Herald, 14 de junho de 1887. "Patmos, uma ilha árida e rochosa no mar Egeu, havia sido escolhida pelo governo romano para banimento de criminosos; mas para o servo de Deus sua solitária habitação tornou-se a porta do Céu. Aqui, afastado das cansativas cenas da vida, e dos ativos labores dos primeiros anos, ele teve a companhia de Deus, de Cristo e dos anjos celestiais, e deles recebeu instrução para a igreja por todo o tempo futuro. Os eventos que teriam lugar nas cenas finais da história deste mundo foram esboçados perante ele; e ali escreveu as visões recebidas de Deus. "Patmos, ilha estéril e rochosa do Mar Egeu, houvera sido escolhida pelo governo romano como local de exílio para criminosos. Porém, ao servo de Deus esta habitação deprimente tornou-se a porta do Céu. Ali, afastado das cenas diárias das ocupações da vida e dos labores ativos dos anos anteriores, teve a companhia de Deus, de Cristo e dos anjos celestiais. Deles recebeu instrução para a igreja por todo o tempo futuro. Os eventos que ocorreriam nas cenas finais da história desta Terra foram delineados diante dele. Ali escreveu as visões concedidas por Deus." —The Acts of the Apostles, págs. 570 e 571. 8. Como João aproveitou as
oportunidades a ele concedidas enquanto esteve em Patmos? 2 Timóteo
4:2. prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. (2 Timóteo 4:2 RA) "A história de João oferece vívida ilustração de como Deus pode empregar obreiros idosos. Quando João foi exilado para a ilha de Patmos, havia muitos que o consideravam como tendo passado do tempo de serviço, um caniço velho e quebrado, prestes a cair a qualquer momento. Porém, ao Senhor aprouve valer-Se dele ainda. Embora banido das cenas de seus primeiros labores, não cessou de dar testemunho da verdade. Mesmo em Patmos fez amigos e conversos. Sua mensagem era de alegria. Proclamava o Salvador ressurreto, que no Céu intercedia por Seu povo até que Ele voltasse a fim de tomá-lo para Si mesmo." —The Acts of the Apostles (Atos dos Apóstolos), págs. 572 e 573. Quinta-feira, 18
de janeiro O dia do Senhor 9. Que relato João nos dá a respeito
de sua primeira visão na ilha de Patmos? Apocalipse 1:10. Achei-me em espírito, no dia do Senhor, e ouvi, por detrás de mim, grande voz, como de trombeta, (Apocalipse 1:10 RA) " ‘Fui arrebatado em espírito no dia do Senhor.’ Com essa afirmação, queria João referir-se ao domingo? Existe apenas um dia denominado o dia do Senhor. Este é o sétimo dia da semana, o Sábado instituído na criação." —The Signs of the Times, 13 de maio de 1897. "Foi no Sábado que o Senhor da glória apareceu ao apóstolo exilado. O Sábado era tão religiosamente observado por João em Patmos como quando estava pregando ao povo nas cidades e vilas da Judéia. Considerava propriedade sua as preciosas promessas referentes a este dia." —The Acts of the Apostles (Atos dos Apóstolos), pág. 581. 10. Que promessa é dada aos que
respeitam e honram o Sábado? Isaías 56:6 e 7; 58:13 e 14. Aos
estrangeiros que se chegam ao SENHOR, para o servirem e para amarem o
nome do SENHOR, sendo deste modo servos seus, sim, todos os que
guardam o sábado, não o profanando, e abraçam a minha aliança,
também os levarei ao meu santo monte e os alegrarei na minha
Casa de Oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão
aceitos no meu altar, porque a minha casa será chamada Casa de Oração
para todos os povos. (Isaías 56:6-7 RA) Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia; se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do SENHOR, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então, te deleitarás no SENHOR. Eu te farei cavalgar sobre os altos da terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do SENHOR o disse. (Isaías 58:13-14 RA) "João lembrou-se de que um dos dez preceitos convidava-o: ‘Lembra-te do dia de Sábado para o santificar.’ O dia do Senhor, aquele em que Jeová descansou de Sua grande obra da criação, que houvera sido abençoado e santificado, foi de forma sagrada obeservado por ele na ilha solitária, como teria sido se estivesse nas igrejas, adorando com os crentes no dia santo." —The Signs of the Times, 5 de fevereiro de 1885. "A todos quantos recebem o Sábado como sinal do poder criador e redentor de Cristo, ele será um deleite." —O Desejado de Todas as Nações, pág. 289. Sexta-feira, 19
de janeiro Recapitulação e reflexão 1. Como João tornou-se o discípulo amado? 2. Como podemos obter a experiência da transformação de João? 3. Que acontecerá a todos os que seguem a Cristo? 4. Mesmo na adversidade, qual é sempre o dever do cristão? 5. Que revela a magnitude da santificação do Sábado manifestada por João? Sábado: Ano Bíblico: Êxodo 12 e 13 Estudo Adicional: Santificação, págs. 69 - 79. Atos dos Apóstolos, págs. 568-577.
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