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Alguns anos antes do fim do período de dois mil e trezentos anos de (Daniel 8:14), teve início um reavivamento mundial na expectativa da breve volta de Cristo (1833-1844 A.D.). Cristãos fiéis reconheceram a mensagem adventista de Apocalipse 14:6-7, como confiada por Deus a eles. As denominações cristãs rejeitaram a solene mensagem do primeiro anjo e não compreenderam as outras mensagens (Apocalipse 14: 8-12), caíram na condição de babilônia (confusão). Com a pregação da tríplice mensagem, a verdade do evangelho eterno, que inclui os mandamentos de Deus, é proclamada a todos os povos, nações e línguas. Apocalipse 14:9-12.
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A obra finalizadora do evangelho, portanto, é representada nas profecias acima, como sendo realizada por três anjos com importantes mensagens para a humanidade. Esses anjos simbolizam o povo de Deus (movimento religioso) que proclama as advertências confiadas a eles. Tendo início no século dezenove, essas mensagens convocam as pessoas a tomar a decisão final entre verdade e erro, a prepararem-se para o juízo investigativo e estar prontas para a segunda vinda de Cristo. “Os três anjos de Apocalipse 14 representam o povo que aceita a luz das mensagens de Deus, e vão como agentes Seus fazer soar a advertência por toda a extensão e largura da Terra.”(1)
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"Os anjos são representados como voando no meio do céu, proclamando ao mundo uma mensagem de advertência e tendo direta aplicação às pessoas que vivem nos últimos dias da história da Terra. Ninguém ouve a voz destes anjos, pois eles são um símbolo para representar o povo de Deus que trabalha em harmonia com o Universo celestial." Life Sketches, pág. 429.
a) Simbolismo das Mensagens dos Três Anjos: Apocalipse 14: 6-13. "A fim de preparar um povo para estar em pé no dia de Deus, deveria realizar-se uma grande obra de reforma. Deus viu que muitos dentre Seu povo professo não estavam edificando para a eternidade, e em Sua misericórdia estava prestes a enviar uma mensagem de advertência a fim de despertá-los de seu torpor e levá-los a preparar-se para a vinda de Jesus. Esta advertência, temo-la em Apocalipse 14. Apresenta-se-nos ali uma tríplice mensagem como sendo proclamada por seres celestiais, e imediatamente seguida pela vinda do Filho do homem para recolher a colheita da Terra." GC, pág. 311. Freqüentemente na Bíblia, o termo anjo é usado não apenas no sentido literal, mas na representação da obra de homens e mulheres de Deus. Os anjos são criaturas de Deus, magníficas em poder e que tomam parte ativa no Plano da Redenção, mas em diversas passagens das Escrituras eles simbolizam homens: Ex.: Isaías 40: 3-5; Malaquias 2:7;Mateus 11: 10 e 11. "A obra de pregar o evangelho não foi cometida aos anjos, mas confiada aos homens. Santos anjos têm sido empregados na direção desta obra; têm eles a seu cargo os grandes movimentos para a salvação dos homens; mas a proclamação do evangelho propriamente dita é efetuada pelos servos de Cristo sobre a Terra... Homens fiéis, que eram obedientes aos impulsos do Espírito de Deus e aos ensinos de Sua Palavra, deveriam proclamar esta advertência ao mundo." GC, pág. 312. Assim foram simbolizados e representados os grandes Movimentos Espirituais, onde a VERDADE de Deus foi dada ao mundo. O ministério dos anjos sempre acompanhou tais Movimentos e guiou os seus passos no caminho da obediência e renúncia. A descrição: “Anjos”, foi uma apropriada figura representativa desses movimentos. A mais impressionante descrição, onde anjos são apresentados simbolizando homens está no Livro do Apocalipse Capítulo 14.
b) O Primeiro Anjo Apocalipse 14:6-7 A mensagem do primeiro anjo, tendo o “Evangelho Eterno”, conclama todas as nações a temer a Deus, dar-Lhe glória e adorá-Lo como Criador. Romanos 1:16; Marcos 13:10. Isso também aponta ao fato de que o tempo do juízo de investigação chegou. Eclesiastes 12:13 e 14; Mateus 12:36; Romanos 14:12; 1 Pedro 4:5 e 17. Muitos, tendo esquecido Deus, sentiram que eram controladores do próprio destino. Portanto, eles devem ser chamados de volta ao seu Criador. É dever dos homens obedecer a Deus ao invés de agradar a si mesmos. Essa mensagem aponta para a obra de restauração dos princípios e instituições originais dados por Deus no início. Apocalipse 14:6 e 7; Atos 3:19-21.
c) O Segundo Anjo A segunda mensagem Angélica anuncia a queda de Babilônia: “E outro anjo seguiu, dizendo: Caiu! Caiu Babilônia, aquela grande cidade que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição!”Apocalipse 14:8 No capítulo 17 de Apocalipse, Babilônia é apresentada no emblema duma mulher. Na profecia uma mulher é símbolo de igreja. E aqui trata-se, portanto, de uma igreja que deve exercer supremacia religiosa mundial. Mas Babilônia não é somente a igreja papal. O capítulo diz que ela é “mãe de prostitutas”, isto é, de igrejas infiéis que dela saíram e que indiscutivelmente são as igrejas protestantes caídas. A denúncia da queda de babilônia revela que o protestantismo, não caiu bruscamente em 1844 quando a mensagem foi inicialmente pregada, e sim entrou num processo de declínio espiritual acentuado que culminará na queda total nos últimos dias. “A mensagem do segundo anjo de Apocalipse, capítulo 14, foi primeiramente pregada no verão de 1844, e teve naquele tempo uma aplicação mais direta às igrejas dos Estados Unidos, onde a advertência do juízo tinha sido mais amplamente proclamada e em geral rejeitada, e onde a decadência das igrejas mais rápida havia sido. A mensagem do segundo anjo, porém, não alcançou o completo cumprimento em 1844. As igrejas experimentaram então uma queda moral, em conseqüência de recusarem a luz da mensagem do advento; mas essa queda não foi completa. Continuando a rejeitar as verdades especiais para este tempo, têm elas caído mais e mais. Contudo, não se pode ainda dizer que "caiu Babilônia, ... que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição". Ainda não deu de beber a todas as nações. O espírito de conformação com o mundo e de indiferença às decisivas verdades para nosso tempo existe e está a ganhar terreno nas igrejas de fé protestante, em todos os países da cristandade; e estas igrejas estão incluídas na solene e terrível denúncia do segundo anjo. Mas a obra da apostasia não atingiu ainda a culminância.” GC, pág.389. Quando os pecados de Babilônia ultrapassarem os limites da misericórdia de Deus, sua queda será total: “Quando os seus pecados se acumulam até ao Céu? Quando a lei de Deus é finalmente invalidada por legislação. Então a situação extrema do povo de Deus é Sua oportunidade para mostrar quem é o governador do Céu e da Terra. Enquanto um poder satânico instiga os elementos terrenos, Deus envia luz e poder a Seu povo, para que a mensagem da verdade seja proclamada por todo o mundo.” ST, 12 de junho de 1893. “...Deus tem filhos honestos entre os adventistas nominais e as igrejas caídas, e antes que as pragas sejam derramadas, ministros e povo serão chamados a sair dessas igrejas e alegremente receberão a verdade. Satanás sabe disto, e antes que o alto clamor da terceira mensagem angélica seja ouvido, ele suscitará um despertamento nessas corporações religiosas, a fim de que os que rejeitaram a verdade pensem que Deus está com eles.” Primeiros Escritos, pág. 261.
d) O terceiro anjo Apocalipse 14:9-12 A mensagem do terceiro anjo é forte advertência contra a adoração à besta e a sua imagem, e a se receber a marca da besta (guarda deliberada do domingo). “O papado tentou mudar a lei de Deus. O segundo mandamento, que proíbe o culto às imagens, foi omitido da lei, e o quarto foi mudado de molde a autorizar a observância do primeiro dia em vez do sétimo, como Sábado. Porém, os romanistas aduzem como razão para omitir o segundo mandamento ser ele desnecessário, achando-se incluído no primeiro, e que estão a dar a lei exatamente como era o desígnio de Deus fosse ela compreendida. Essa não pode ser a mudança predita pelo profeta. É apresentada uma mudança intencional, com deliberação. ‘Cuidará em mudar os tempos e a lei.’ A mudança no quarto mandamento cumpre exatamente a profecia. Para isso a única autoridade alegada é a da Igreja. Aqui o poder papal se coloca abertamente acima de Deus.”(2)
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Esse anjo identifica o povo remanescente de Deus que vive nos últimos dias. Quando o Protestantismo na América do Norte apelar aos poderes seculares para forçar a observância do domingo (falso sábado), então terá sido formada a imagem da besta. Todos serão chamados a decidirem-se entre mostrar fidelidade à lei de Deus por um lado, ou aceitar o decreto da besta (o anticristo) por outro. Deus honrará a escolha de cada indivíduo. Retribuirá com vida eterna àqueles que, a despeito do decreto
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de morte, guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus, ou com morte eterna àqueles que Lhe desobedeceram. Apocalipse 14:9-12; 13:11-18. “A advertência do terceiro anjo é: ‘Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na sua testa, ou na sua mão, também o tal beberá do vinho da ira de Deus.’ A ‘besta’ mencionada nessa mensagem, cuja adoração é imposta pela besta de dois chifres, é a primeira, ou a besta semelhante ao leopardo, do capítulo 13 do Apocalipse — o papado.”(3)
e) A imagem da besta “A ‘imagem da besta’ representa a forma de protestantismo apóstata que se desenvolverá quando as igrejas protestantes buscarem o auxílio do poder civil para imposição de seus dogmas.”(4) “O mundo protestante professo formará uma confederação com o homem do pecado, e a igreja e o mundo estarão em harmonia corrupta.”(5) “Quando as igrejas protestantes se unirem com o poder secular para amparar uma religião falsa, à qual se opuseram os seus antepassados, sofrendo com isso a mais terrível perseguição, então o dia de repouso papal será tornado obrigatório pela autoridade combinada da Igreja e do Estado. Haverá apostasia nacional que só terminará em ruína nacional.”(6)
f) Sinal da besta “O sinal, ou selo, de Deus é revelado na observância do Sábado do sétimo dia — memorial divino da criação. ... A marca da besta é o oposto disso — a observância do primeiro dia da semana. Essa marca distingue os que reconhecem a supremacia da autoridade papal, daqueles que reconhecem a autoridade de Deus.”(7) “João foi convidado a contemplar um povo distinto dos que adoram a besta ou a sua imagem observando o primeiro dia da semana. A observância desse dia é o sinal da besta.”(8) O terceiro anjo identifica o povo remanescente de Deus pelas três características principais seguintes: (a) Paciência dos santos, desenvolvida sob grande tribulação. Romanos 5:3 e 4; Tiago 1:3; 1 Pedro 1:7. (b) Guarda dos mandamentos de Deus, incluindo o Sábado do sétimo dia, que é o selo do Deus vivente e sinal especial entre Ele e Seu povo. Mateus 5:17-20; Lucas 16:17; Tiago 2:10-12. (c) Sustentação da fé de Jesus, que é o evangelho eterno, e fé em Seu poder para salvar perfeitamente todos os que O aceitam como Salvador pessoal. Gálatas 2:20; Hebreus 7:25; 1 João 1:9; 2:1-6; Efésios 2:8. “Que constitui a fé de Jesus, que faz parte da mensagem do terceiro anjo? O ato de Jesus tornar-Se o Portador de nossos pecados para que pudesse tornar-Se o Salvador que perdoa nossos pecados. Ele foi tratado como nós merecemos ser tratados. Veio ao nosso mundo e levou nossos pecados para que pudéssemos levar Sua justiça. A fé na capacidade de Cristo para salvar-nos ampla, completa e totalmente, é a fé de Jesus.”(9) “A proclamação das mensagens do primeiro, segundo e terceiro anjos foi colocada pela Palavra da Inspiração. Nem uma cavilha, nem um alfinete deve ser removido. Nenhuma autoridade humana tem mais direito de mudar a colocação dessas mensagens do que teria de substituir o Antigo Testamento pelo Novo. O Antigo Testamento é o evangelho em figuras e símbolos. O Novo Testamento é o corpo, ou substância. Um é tão essencial quanto o outro. O Antigo Testamento apresenta lições dos lábios de Cristo. Essas lições não perderam força em nenhum particular. A primeira e a segunda mensagens foram dadas em 1843 e 1844. Encontramo-nos agora sob a proclamação da terceira. Porém, todas as três mensagens ainda devem ser proclamadas . É simplesmente tão essencial agora como antes que elas sejam repetidas aos que estão buscando a verdade. Pela pena e pela palavra devemos fazer soar a proclamação, mostrando-lhes a ordem e a aplicação das profecias que nos trazem à mensagem do terceiro anjo. Não pode haver terceira sem primeira e segunda.”(10) “A profecia declara que o primeiro anjo faria o anúncio a ‘toda a nação, e tribo, e língua, e povo’. A advertência do terceiro anjo, que faz parte da mesma tríplice mensagem, deve ser não menos difundida. É representada na profecia como sendo proclamada com grande voz, por um anjo voando pelo meio do céu. Impor-se-á à atenção do mundo.”(11) “Os três anjos de Apocalipse 14 são representados como voando pelo meio do Céu, o que simboliza a obra dos que proclamam a primeira, segunda e terceira mensagens angélicas. Todas estão relacionadas entre si. As evidências da verdade eterna e inalterável dessas importantes mensagens, tão significativas para a igreja que lhe valeram oposição violenta do mundo religioso, não estão falidas. Satanás procura constantemente projetar sombra sobre essas mensagens para que o povo de Deus não possa discernir claramente sua importância, tempo e lugar. Não obstante, permanecem e deverão exercer sua influência sobre nossa vida religiosa, enquanto durar o tempo.”(12) “A verdadeira compreensão dessas mensagens é de importância vital. O destino das pessoas depende da maneira em que são elas recebidas.”(13)
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Referências 1. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 156; 2. O Grande Conflito, pág. 446; 3. Idem, pág. 445; 4. Ibidem; 5. The SDA Bible Commentary (E.G.White Comments), vol. 7, pág. 975; 6. Manuscrito 51, 1899; Evangelismo, pág. 235; 7. Testimonies for the Church, vol. 8, pág. 117; 8. Testemunhos Para Ministros, pág. 133; 9. Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 172; 10. Idem, vol. 2, págs. 104 e 105; 11. O Grande Conflito, pág. 450; 12. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 372; 13. Primeiros Escritos, págs. 258 e 259.
Depois do grande dilúvio ocorrido no tempo de Noé, Deus prometeu que jamais destruiria a Terra com água. Pessoas não regeneradas descrendo da promessa de Deus, começaram a construir a Torre de Babel, que resultou em confusão. Gênesis 11:1-9. Durante os primeiros séculos da era cristã, a união entre o Cristianismo e o Paganismo levou ao desenvolvimento da grande apostasia e o surgimento de Roma papal. Apocalipse 13:1-10.
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