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Em razão do pecado, o homem foi separado de Deus, a Fonte de vida. A menos que permita a si mesmo a provisão feita para sua restauração, deve sofrer a morte eterna (extinção). Isaías 59:2 (cf João 1:4); Romanos 5:12; 6:23 (primeira parte). Porém, não precisa perecer, a menos que escolha dessa forma. Pode encontrar o caminho de volta a Deus e desfrutar vida eterna por meio de Cristo (João 6:35, 40, 47 e 48; 14:6. Ao morrer na cruz por nossos pecados, Cristo nos redimiu da sentença de morte pronunciada pela santa lei de Deus, que transgredimos. Mais que isso. Cristo nos comunica poder divino, a unir-se aos esforços humanos. Assim, pela fé em Cristo (ao aceitarmos Sua vida e morte em nosso favor, e ao nos colocarmos sob a guia de Seu Espírito) e por arrependimento e regeneração, reavemos o que foi perdido por nossos primeiros pais.
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O plano da redenção foi motivado pelo amor de Deus em favor da raça caída. Nosso Salvador fez provisão completa. Gênesis 3:15; Isaías 12:2; 45:22. A acusação dos fariseus contra Cristo, “Este homem recebe pecadores”, é nossa grande esperança. Lucas 15:1; João 3:15; 1 Timóteo 1:15; 1 Coríntios 15:3; 1 Tessalonicenses 5:9 e 10; Tito 3:3-8. “Em vez de cuidarmos em estabelecer nossa própria justiça, aceitamos a justiça de Cristo. Seu sangue expia nossos pecados. Sua obediência é aceita em nosso favor. Então o coração renovado pelo Espírito Santo produzirá os ‘frutos do Espírito’. Mediante a graça de Cristo viveremos em obediência à lei de Deus, escrita em nosso coração. Tendo o Espírito de Cristo, andaremos como Ele andou.”1 “O coração orgulhoso esforça-se por alcançar a salvação. Porém, tanto nosso título ao Céu como nossa idoneidade para ele, encontram-se na justiça de Cristo. O Senhor nada pode fazer para a restauração do homem enquanto ele, convicto de sua própria fraqueza e despido de toda presunção, não se entrega à guia divina. Pode então receber o dom que Deus está à espera de conceder. Coisa nenhuma é recusada à alma que sente a própria necessidade. Ela tem ilimitado acesso Àquele em quem habita a plenitude.”2
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Graça É “dom de Deus”, “favor imerecido”. Efésios 2:8; Romanos 5:20 e 21; 6:23.
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Graça não é licença para o homem continuar em pecado (Romanos 6:1 e 2; Gálatas 2:17 e 18; João 8:11; Hebreus 10:26-29; 1 João 3:3-10). É provisão, poder para ele render obediência a Deus. Os que obedecem ao Senhor já não estão “sob [a penalidade ou sentença da] a lei”. Romanos 6:14 e 15. Estão sob a graça de Cristo, que os capacita a obedecer aos mandamentos do Todo-Poderoso. 1 Coríntios 15:10; 2 Timóteo 2:1 (cf Efésios 6:10); Efésios 2:8-10; Filipenses 2:13; 4:13; Tito 2:11 e 12; 1 João 3:22; 5:3.
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“É a graça que Cristo implanta na alma, que cria no homem inimizade contra Satanás. Sem essa graça que converte, e esse poder renovador, o homem continuaria cativo de Satanás, como servo sempre pronto a executar-lhe as ordens. Porém, o novo princípio na alma cria o conflito onde até então houvera paz. O poder que Cristo comunica, habilita o homem a resistir ao tirano e usurpador. Quem quer que se ache a aborrecer o pecado em lugar de o amar, que resista a essas paixões que têm dominado interiormente e as vença, evidencia a operação de um princípio inteiramente de cima.”3 “A maior manifestação da graça e do poder de Cristo que homens e mulheres podem fazer, tem lugar quando o homem natural se torna participante da natureza divina e, mediante o poder comunicado pela graça de Cristo, vence a corrupção que, pela concupiscência, há no mundo.”4 “O único poder capaz de criar ou perpetuar a verdadeira paz, é a graça de Cristo. Quando esta é implantada no coração, expelirá as más paixões que causam luta e dissensão.”5 “Sem a graça de Cristo, acha-se o pecador em estado desesperador. Coisa nenhuma pode ser feita em seu favor. Porém, pela graça divina é comunicado ao homem poder sobrenatural, que opera em seu espírito, coração e caráter. É pela comunicação da graça de Cristo que se discerne o pecado em sua natureza odiosa, sendo afinal expulso do templo da alma. É pela graça que somos levados em comunhão com Cristo, para com Ele sermos associados na obra da salvação.”6
Fé As pessoas são salvas pela graça, por meio da fé. João 3:14-16; Atos 15:11; Efésios 2:8 e 9; 2 Timóteo 3:15. “A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem.” Hebreus 11:1. “A fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo.” Romanos 10:17. “Mediante a fé, recebemos a graça de Deus. Porém, a fé não é nosso Salvador. Ela não obtém nada. É a mão que se apega a Cristo e se apodera de Seus méritos, o remédio contra o pecado. E nem sequer nos podemos arrepender sem o auxílio do Espírito de Deus. De Cristo diz a Escritura: ‘Deus com a Sua destra O elevou a Príncipe e Salvador, para dar a Israel o arrependimento e remissão dos pecados.’ Atos 5:31. O arrependimento vem de Cristo, tão seguramente como vem o perdão. Então, como nos havemos de salvar? ‘Como Moisés levantou a serpente no deserto’, assim foi levantado o Filho do homem, e todo aquele que tem sido enganado e mordido pela serpente, pode olhar e viver. ‘Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.’ João 1:29. A luz que irradia da cruz revela o amor de Deus. Seu amor atrai-nos a Ele mesmo. Se não resistirmos a essa atração, seremos levados ao pé da cruz em arrependimento pelos pecados que crucificaram o Salvador. Então o Espírito de Deus, mediante a fé, produz nova vida na alma. Os pensamentos e desejos são postos em obediência à vontade de Cristo.”7
Obras Um dos propósitos do plano da redenção é fazer-nos parar de confiar nas próprias obras de justiça. Lucas 16:15; 2 Timóteo 1:9; Gálatas 2:16; Tito 3:4-7; Romanos 3:27 e 28; Hebreus 4:10. A razão é que as únicas obras de justiça que podemos fazer em nossa força, sem Cristo, são pecado. Isaías 64:6; Romanos 14:23; Lucas 18:11 e 12; Marcos 7:6-13. Deus deseja transformar diariamente nosso coração pecaminoso. Assim, Cristo produz Suas obras em nós. Nossa fé será cheia de boas obras, pois “fé sem obras é morta”. Isaías 26:12; 1 Coríntios 15:31; Gálatas 2:20; 5:22 e 23; Tiago 2:20-22. A obra de justiça de Cristo em nosso coração renovado pelo Espírito Santo, torna-se nossa justiça. Apocalipse 19:8.
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Justificação Quando, pela fé, o pecador vem a Cristo como ele é e confessa seus pecados, os méritos da vida de Cristo são creditados em seu favor. Ele é gratuitamente perdoado através dos méritos do sangue de Cristo. 1 João 1:9; Romanos 3:23-26, 31; 5:1, 9, 10, 16-19; Gálatas 2:16; 3:24; 2 Coríntios 5:19 e 21. “Tudo que o homem pode fazer no sentido de sua salvação, é aceitar o convite: ‘Quem quiser, tome de graça da água da vida.’ Apocalipse 22:17. Nenhum pecado pode ser cometido pelo homem, para o qual não se tenha dado satisfação no Calvário. Assim a cruz, em fervorosos apelos, constantemente oferece ao pecador expiação cabal.”8 “Quando Deus perdoa ao pecador, anula o castigo que ele merece e o trata como se não tivesse pecado. Recebe-o no favor divino e o justifica em virtude dos méritos da justiça de Cristo. O pecador só pode ser justificado mediante fé no sacrifício expiatório feito pelo amado Filho de Deus, que Se tornou sacrifício pelos pecados do mundo culpado. Ninguém pode ser justificado por quaisquer obras próprias. Só pode ser liberto da culpa do pecado, da condenação da lei, da pena da transgressão, pela virtude do sofrimento, morte e ressurreição de Cristo. A fé é a condição única de obter justificação. A fé abrange não só a crença mas também a confiança.”9 “A fé é a condição sob a qual Deus houve por bem prometer perdão aos pecadores. Não que exista na fé qualquer virtude pela qual se mereça a salvação, mas porque a fé pode prevalecer-se dos méritos de Cristo, o remédio provido para o pecado. A fé pode apresentar a obediência perfeita de Cristo em lugar da transgressão e rebeldia do pecador. Quando o pecador crê que Cristo é seu Salvador pessoal, então, de acordo com Suas promessas infalíveis, Deus lhe perdoa o pecado e o justifica livremente. A alma arrependida reconhece que sua justificação vem porque Cristo, como seu substituto e penhor, morreu por ele, e é sua expiação e justiça.”10 “A verdadeira fé, a oração verdadeira, quão fortes são! São como dois braços por meio dos quais o humano suplicante se apodera do poder do Amor infinito.”11 “Por meio da mesma fé podemos receber cura espiritual. Pelo pecado fomos separados da vida de Deus. Temos a alma paralítica. Em nossa própria força, não somos mais capazes de viver vida santa, do que o era aquele homem de andar. Muitos há que compreendem a própria impotência, e anseiam aquela vida espiritual que os porá em harmonia com Deus. De maneira vã lutam por obtê-la. Em desespero, clamam: ‘Miserável homem que sou! Quem me livrará do corpo dessa morte?’ Romanos 7:24. Que essas almas acabrunhadas, lutadoras, olhem para cima. O Salvador inclina-Se sobre a aquisição de Seu sangue, dizendo com inexprimível ternura e piedade: ‘Queres ficar são?’ Pede-vos que vos levanteis com saúde e paz. Não espereis sentir que estais são. Crede-Lhe na Palavra, e será cumprida. Ponde a vontade do lado de Cristo. Desejai servi-Lo e, agindo sobre Sua Palavra, recebereis força. Seja qual for a má prática, a dominante paixão que, devido à longa condescendência, acorrenta alma e corpo, Cristo é capaz de libertar, e anseia fazê-lo. Comunica vida à alma morta em ofensas. Efésios 2:1. Porá em liberdade o cativo preso pela fraqueza, o infortúnio e as cadeias do pecado.”12 “Essa misericórdia e bondade é inteiramente imerecida. A graça de Cristo é gratuita para justificar o pecador sem mérito ou pretensão de sua parte. Justificação é perdão pleno e completo do pecado. No momento que o pecador aceita Cristo pela fé, é perdoado. A justiça de Cristo é imputado sobre ele, e não mais deve duvidar da graça perdoadora de Deus.”13 “Que é justificação pela fé? — É a obra de Deus ao lançar a glória do homem no pó e fazer pelo homem aquilo que ele por si mesmo não pode fazer.”14 “Justificação significa salvação da alma da perdição, de forma que possa obter santificação e, através da santificação, a vida do céu. Justificação significa que a consciência, purificada de obras mortas, é posta onde possa receber as bênçãos da santificação.”15 “Cristo nos proveu um meio de escape. Viveu na Terra em meio de provas e tentações como as que nos sobrevêm a nós. Viveu uma vida sem pecado. Morreu em nosso favor. Agora Se oferece para nos tirar os pecados e dar-nos Sua justiça. Se vos entregardes a Ele e O aceitardes como vosso Salvador, sereis então, por pecaminosa que tenha sido vossa vida, considerados justos por Sua causa. O caráter de Cristo substituirá o vosso caráter. Sereis aceitos diante de Deus exatamente como se não houvésseis pecado.”16 “Por meio de fé viva, por meio de oração fervorosa a Deus e confiando nos méritos de Jesus, somos revestidos de Sua justiça e somos salvos.”17
Santificação Ao passo que a justificação está disponível enquanto Cristo ministra no santuário, é apenas quando a pessoa é justificada que a santificação, obra de toda a vida, começa. Com seu consentimento e cooperação, o cristão é santificado pelo Espírito Santo, através da verdade, à medida que é guiado em toda a verdade. 1 Tessalonicenses 4:3; 2 Tessalonicenses 2:13; João 16:13; 17:17 (cf Salmo 119:142); João 8:32; 1 Coríntios 15:31 (cf Romanos 6:6); Romanos 6:18 e 22. Através da santificação, é plano de Deus dar ao homem vitória perfeita sobre o pecado em sua vida. 1 João 1:9; Romanos 6:14; Efésios 4:23 e 24; Hebreus 12:14. “A santificação da alma é cumprida pelo firme contemplar dEle [de Cristo] pela fé, como o Filho unigênito de Deus, cheio de graça e verdade. O poder da verdade transforma coração e caráter.”18 “A santificação não é obra de um momento, uma hora, ou um dia. É crescimento contínuo na graça. Não sabemos um dia qual será nossa luta no dia seguinte. Satanás vive e está ativo. Precisamos cada dia clamar fervorosamente a Deus por auxílio e força para resistir-lhe. Enquanto Satanás reinar, teremos de subjugar o próprio eu, teremos assaltos a vencer. Não há lugar de parada, nenhum ponto a que possamos chegar e dizer que atingimos plenamente.”19 “Não há santificação bíblica para os que lançam para trás de si parte da verdade.”20 “ ‘E nisto sabemos que O conhecemos; se guardamos os Seus mandamentos. Aquele que diz: Eu O conheço, e não guarda os Seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade; mas qualquer que guarda a Sua Palavra, nEle realmente se tem aperfeiçoado o amor de Deus. E nisto sabemos que estamos nele.’ 1 João 2:3-5. Essa é a única santificação bíblica genuína.” 21 “A santificação é obtida unicamente em obediência à vontade de Deus.” 22 “Graças a Deus pelo fato de não estarmos lidando com impossibilidades. Podemos pretender santificação. Podemos fruir o favor de Deus. Não devemos estar ansiosos acerca do que Cristo e Deus pensam de nós, mas do que Deus pensa de Cristo, nosso Substituto. Vós sois aceitos no Amado.”23 “Santificação significa comunhão habitual com Deus”24 “Esta é a santificação verdadeira, pois santificação consiste na realização alegre de nossos deveres cotidianos em obediência perfeita à vontade de Deus.”25 “Nossa santificação é a obra do Pai, do Filho e do Espírito Santo. É o cumprimento da aliança feita por Deus com os que se unem a Ele, para permanecer com Ele, Seu Filho e Seu Espírito em associação santa. Já nascestes de novo? Já vos tornastes novas criaturas em Cristo Jesus? Então cooperai com os três grandes poderes do céu, que trabalham em vosso favor.”26 “A santificação verdadeira une cristãos a Jesus, e uns aos outros, nos laços de simpatia terna. Essa união faz fluir continuamente no coração correntes ricas do amor próprio de Cristo, que faz fluir adiante novamente em amor mútuo.”27 “O fruto da fé é santificação, cujo poder renovador transforma a alma à imagem de Cristo.”28 As pessoas não têm poder para regenerarem-se a si mesmas. Jó 14:4. É unicamente através da fé nos méritos e sacrifício de Cristo que podem ser justificadas (perdoadas). Apenas pela obra do Espírito Santo nelas é que podem ser santificadas (feitas santas, ou livres do pecado) (Tito 3:5), à medida que o caráter de Cristo é-lhes implantado. Justificação e santificação, operando juntas, podem ser denominadas regeneração ou conversão — processo através do qual Cristo nos salva do pecado. Mateus 1:21 (cf João 8:11); 1 Pedro 1:22 e 23; Romanos 12:2; Efésios 4:22-25; 1 Coríntios 6:11; 2 Coríntios 7:1; Hebreus 12:14. Tornamo-nos filhos e filhas de nosso Pai celestial (1 João 3:1): (a) por adoção: Romanos 8:14-17; Gálatas 4:4-6; Efésios 1:3-5; e (b) por nascimento espiritual (regeneração): João 1:12 e 13; Hebreus 2:11; João 3:3, 6 e 7; Tiago 1:18; 1 João 3:9; 5:18; Romanos 8:14.
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O dever do pecador é responder ao chamado de Deus para arrependimento. Mateus 4:17; Apocalipse 3:20; Hebreus 3:15 (cf Mateus 22:14); Marcos 2:17; Atos 2:37 e 38. É Deus quem o encaminha ao arrependimento, e ele cede à influência do Espírito Santo quando o chamado lhe vem. Atos 5:31; Romanos 2:4. Confessa seus pecados a Deus, aceita Cristo como Salvador pessoal e pela fé recebe o que Cristo fez por ele (para sua justificação) e o que Cristo deseja fazer nele através da obra do Espírito Santo (para sua santificação). 1 João 1:9; Atos 16:31; Hebreus 12:2; Efésios 4:22-24. Ele faz a vontade de Deus ao obedecer a Seus mandamentos, não em seu próprio poder, mas no poder recebido do Alto, que é a graça de Deus. Mateus 5:19 e 20; 7:21; 19:17; 2 Pedro 1:3-11. Tendo em vista a própria salvação, ele é batizado, vigia, ora, medita, estuda a Bíblia, trabalha pela salvação de outros. Marcos 16:16; 13:33-37; 2 Timóteo 2:15; Mateus 28:19 e 20; 1 Timóteo 4:12-16; Colossenses 1:28 e 29. Resiste ao demônio em nome de Cristo e por Sua graça (poder). Filipenses 2:12 e 13; Tiago 4:7 e 8; 1 Pedro 5:6-9. Luta para ser vencedor. 1 João 3:6; Lucas 13:23 e 24; Apocalipse 21:7. Nossas orações ao Pai são ouvidas e respondidas se temos relacionamento próprio com Ele através do Filho e do Espírito Santo. João 14:13; 15:14-16; 16:23; 1 João 3:21-24; 5:14 e 15; Apocalipse 5:8; 8:4.
Manifestação exterior “A justiça interior é testificada pela exterior. Quem é justo interiormente, não é insensível nem incompassivo, mas dia a dia cresce na imagem de Cristo, indo de força em força. O que está sendo santificado pela verdade, exercerá domínio próprio e seguirá os passos de Cristo até que a graça se perca na glória. É imputada a justiça pela qual somos justificados. Aquela pela qual somos santificados, é comunicada. A primeira é nosso título para o Céu. A segunda, nossa adaptação para ele.”29 “Cristo aguarda com desejo fremente a manifestação de Si mesmo em Sua igreja. Quando o caráter de Cristo se reproduzir perfeitamente em Seu povo, então virá para reclamá-los como Seus.”30
Poder da vontade “Quando tomou sobre Si a natureza humana, Cristo ligou a Si a humanidade por vínculo de amor que jamais pode ser partido por qualquer poder, a não ser a escolha do próprio homem. Satanás apresentará constantemente engodos para nos induzir a romper esse laço — escolher separar-nos de Cristo. É aqui que temos necessidade de vigiar, lutar, orar, para que nada nos seduza a escolher outro senhor, pois estamos sempre na liberdade de o fazer. Porém, conservemos os olhos fitos em Jesus, e Ele nos preservará. Olhando para Jesus estamos seguros. Coisa nenhuma nos poderá arrebatar de Sua mão. Contemplando-O constantemente, seremos ‘transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor’. 2 Coríntios 3:18.”31 “A religião pura tem que ver com a vontade. A vontade é o poder que governa a natureza do homem, pondo todas as outras faculdades sob seu comando. A vontade não é gosto nem inclinação, mas o poder que decide, o qual opera nos filhos dos homens para obediência a Deus, ou para desobediência.”32
Restauração completa “Todo cristão vivo avançará diariamente na vida divina. À medida que avança rumo à perfeição, experimenta diariamente conversão a Deus. Essa conversão não é completada até que ele alcance a perfeição do caráter cristão, preparo completo para o toque final de imortalidade.”33 “Não somente o homem mas também a Terra, pelo pecado, tinha vindo sob o poder do maligno, e deveria ser restaurada pelo plano da redenção.”34 “Há uma obra que devemos fazer: preparar-nos para a sociedade dos anjos. Devemos ser como Jesus, livres da mancha do pecado. Ele era tudo que requer que sejamos. Era modelo perfeito para a infância, juventude e a toda a humanidade. Devemos estudar o modelo mais de perto.”35
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Os remidos permanecerão sem faltas perante o trono de Deus. Salmo 37:37; Mateus 5:48; Lucas 6:40; Filipenses 3:15; 1 Pedro 5:10; Judas 24. Antes do fim da provação, todos dentre o povo de Deus serão purificados de toda mancha. À Sua vinda, Cristo não os fará, mas os “achará” sem culpa. Apocalipse 7:13 e 14; 14:5; 1 Coríntios 1:7 e 8; 1 Tessalonicenses 5:23; 2 Pedro 3:12 e 14; 1 João 3:2 e 3. “Alcançamos favor perante Deus, não em virtude de algum mérito em nós mesmos, mas devido a nossa fé no ‘Senhor, Justiça Nossa’. Jesus está em pé no Santo dos Santos, para comparecer agora na presença de Deus em nosso favor. Ali Ele não cessa de apresentar Seu povo, momento após momento, perfeito nEle. No entanto, por sermos assim representados perante o Pai, não devemos imaginar que podemos abusar de Sua misericórdia, tornando-nos descuidados, indiferentes e comodistas. Cristo não é ministro do pecado. Somos perfeitos nEle, aceitos no Amado, unicamente se permanecemos nEle pela fé. Nunca podemos alcançar a perfeição por nossas próprias boas obras. A pessoa que vê Jesus pela fé, rejeita sua própria justiça. Encara a si mesma como incompleta, seu arrependimento como insuficiente, sua mais forte fé como sendo apenas debilidade, seu mais custoso sacrifício como escasso, e se prostra com humildade aos pés da cruz. Porém, uma voz lhe fala dos oráculos da Palavra de Deus. Com estupefação ela ouve a mensagem: ‘NEle estais aperfeiçoados.’ Agora tudo está em paz nessa pessoa.”36
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A Bíblia ensina que a porta da misericórdia — tempo em que aos pecadores é dada oportunidade de obter salvação — não ficará aberta para sempre. O tempo de prova terá fim pouco antes do retorno de nosso Senhor Jesus Cristo. Não haverá segunda chance após o encerramento da provação. Lucas 13:23-27; Mateus 7:22 e 23; 25:10-13; Isaías 55:6; 2 Coríntios 6:1 e 2; Jeremias 8:20; Apocalipse 22:11. “Se Deus salvasse as pessoas em desobediência, após conceder-lhes segunda prova, pondo-as em teste nesta vida, elas falhariam em observar Sua autoridade na vida futura. Os que são infiéis a Cristo neste mundo, seriam infiéis a Ele no mundo porvir. Criariam segunda rebelião no céu. As pessoas têm perante si a história da desobediência e queda de Adão. Por essa razão deveriam ser advertidas contra atrever-se a transgredir a lei de Deus. Jesus Cristo morreu para que todas as pessoas tenham chance de ratificar o próprio chamado e eleição. Porém, o padrão de justiça nesta época do evangelho não é mais baixo que o era nos tempos de Adão. O céu será a recompensa da obediência.”37
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Referências 1. Patriarcas e Profetas, pág. 372; 2. O Desejado de Todas as Nações, pág. 300; 3. O Grande Conflito, pág. 506; 4. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, págs. 251 e 252; 5. O Desejado de Todas as Nações, pág. 305; 6. Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 366; 7. O Desejado de Todas as Nações, págs. 175 e 176; 8. Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 343; 9. Idem, pág. 389; 10. Idem, págs. 366 e 367; 11. Obreiros Evangélicos, pág. 259; 12. O Desejado de Todas as Nações, pág. 203; 13. Refletindo a Cristo, pág. 78; 14. Testemunhos para Ministros, pág. 456; 15. The SDA Bible Commentary (E.G.White Comments), vol. 7, pág. 908; 16. Caminho a Cristo, pág. 62; 17. Fé e Obras, pág. 71; 18. The SDA Bible Commentary (E.G.White Comments), vol. 6, pág. 1117; 19. Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 114; 20. Idem, pág. 112; 21. The Signs of the Times, 22 de julho de 1875; 22. Fé e Obras, pág. 29; 23. Mensagens Escolhidas, vol. 2, págs. 32 e 33; 24. The Review and Herald, 15 de março de 1906; The SDA Bible Commentary (E.G.White Comments), vol. 7, pág. 908; 25. Parábolas de Jesus, pág.360; 26. Manuscrito 11, 1901; The SDA Bible Commentary (E.G.White Comments), vol. 7, pág. 908; 27. The SDA Bible Commentary (E.G.White Comments), vol. 5, pág. 1141; 28. The Signs of the Times, 7 de junho de 1883; 29. The Review and Herald, 4 de junho de 1895; Mensagens aos Jovens, pág. 35; 30. Parábolas de Jesus, pág. 69; 31. Caminho a Cristo, pág. 72; 32. Mensagens aos Jovens, pág. 151; 33. Testimonies for the Church, vol. 2, pág. 505; 34. Patriarcas e Profetas, pág. 67; 35. The Review and Herald, 17 de novembro de 1885; 36. Fé e Obras, págs. 107 e 108; 37. The Review and Herald, 28 de setembro de 1897; 38.
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