As Autoridades

A DivindadeA Origem do MalA CriaçãoA Bíblia SagradaA Lei de DeusO SábadoO Plano da SalvaçãoO ArrependimentoO BatismoO Lava-pésA Ceia do SenhorO SantuárioO JuízoO SelamentoAs 2300 Tardes e ManhãsA Tríplice Mensagem AngélicaO Anjo de Apoc. 18O Dom de ProfeciaO MatrimônioA Família CristãTemperança CristãSeparação do MundoA Igreja de DeusDízimos e OfertasA Volta de JesusO Estado dos MortosO MilênioA Nova Terra

“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. 

Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela, visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo, também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo, constantemente, a

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este serviço. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra.” Romanos 13:1-7
A Bíblia ensina que a humanidade subsiste dentro de uma dupla esfera de autoridade - divina e humana. A distinção foi mencionada por Cristo em Mateus 22:21: “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.” O Cristão está sob o dever de respeitar e obedecer e essas duas esferas de autoridade. Ele reconhece como seu dever adorar a Deus e cumprir todos os deveres religiosos de acordo com a lei Divina. Semelhantemente reconhece, respeita e obedece a todas as leis do governo terrestre por causa da consciência. Romanos 13:3-7. Quando um Estado ou um governo exige que seus cidadãos o reconheçam como autoridade suprema em questões de consciência, e exige que todo o dever seja obedecido, sejam suas exigências certas ou erradas, o Estado usurpa o lugar de Deus e torna-se um poder opressor. Quando o Estado tenta controlar a consciência humana em assunto espiritual e na obediência a Deus, os homens extrapolam suas prerrogativas, e penetram na esfera onde cada cidadão deve decidir se obedecerá a Deus ou ao homem. A fidelidade do cristão é devida primeiramente à mais elevada lei. A esse respeito declarou o apóstolo Pedro: “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens.” Atos 5:29.
 “Os dez preceitos de Jeová são o fundamento de todas as leis justas e boas. Os que amam os mandamentos de Deus se conformarão com toda a boa lei do país. Porém, se os requisitos dos legisladores são de forma a conflitar com as leis de Deus, a única questão a ser resolvida é: Obedeceremos a Deus, ou ao homem?”(1)
Os cristãos respeitarão as autoridades (Tito 3:1; 1 Pedro 2:13, 14 e 17), pagarão os impostos fielmente (Mateus 22:17-21; Romanos 13:7) e orarão pelos homens no governo, de forma que Deus possa abençoar o país com justiça, ordem, paz e liberdade religiosa. 1 Timóteo 2:1-3.
A Palavra de Deus não nos permite tomar parte em planos políticos, atividades partidárias, greves, distúrbios, derramamento de sangue ou guerra. Lucas 9:56; João 18:36; Mateus 26:51 e 52; Êxodo 20:13; Romanos 12:18-21. Porém, devemos estar preparados para contribuir para o bem-estar da sociedade, como defensores da liberdade de consciência, realizando trabalho de importância nacional sob direção civil, desde que não seja inconsistente com nossas crenças. É vontade de Deus que a justiça imparcial seja estendida a todos, de forma que a consciência religiosa de cada cidadão possa ser respeitada. Daniel 3:14-18; Atos 4:18-20; 5:29.
 “Neste último conflito [nos dias atuais], a bandeira da verdade e da liberdade religiosa desfraldada pelos fundadores da igreja evangélica e pelas testemunhas de Deus durante os séculos decorridos desde então, foi confiada a nossas mãos. A responsabilidade desse grande dom repousa com aqueles a quem Deus abençoou com o conhecimento de Sua Palavra. Temos de receber essa Palavra como autoridade suprema. Cumpre-nos reconhecer o governo humano como instituição designada por Deus, e ensinar obediência ao mesmo como dever sagrado, dentro de sua esfera legítima. Porém, quando suas exigências se chocam com as reivindicações de Deus, temos que obedecer a Deus de preferência aos homens. A Palavra de Deus precisa ser reconhecida como estando acima de toda legislação humana. Um ‘Assim diz o Senhor’ não deve ser posto à margem por um ‘Assim diz a igreja’, ou um ‘Assim diz o Estado’. A coroa de Cristo tem de ser erguida acima dos diademas de autoridades terrestres.
“Não se nos exige que desafiemos as autoridades. Nossas palavras, quer faladas quer escritas, devem ser cuidadosamente consideradas, para que não sejamos tidos na conta de proferir coisas que nos façam parecer contrários à lei e à ordem. Não devemos dizer nem fazer coisa nenhuma que nos venha desnecessariamente impedir o caminho. Temos de avançar em nome de Cristo, defendendo as verdades que nos foram confiadas.”(2)
“Nosso dever em cada caso é obedecer às leis de nossa pátria, a menos que se oponham às que Deus proferiu com voz audível do Monte Sinai, e depois, com o próprio dedo, gravou em pedra. ‘Porei as Minhas leis no seu entendimento, e em seu coração as escreverei; e Eu lhes serei por Deus, e eles Me serão por povo.’ Hebreus 8:10. Quem tem a lei de Deus escrita no coração, obedecerá mais a Deus do que aos homens, e preferirá desobedecer a todos os homens a desviar-se um mínimo que seja dos mandamentos de Deus.”(3)
“É nossa obra magnificar e exaltar a lei de Deus. A verdade da santa Palavra de Deus deve ser feita manifesta. Devemos erguer as Escrituras como regra de vida. Em toda modéstia, no espírito de graça e no amor de Deus devemos direcionar as pessoas ao fato de que o Senhor Deus é o Criador dos céus e da Terra, e de que o sétimo dia é o Sábado do Senhor. No nome do Senhor devemos ir avante, desfraldando Sua bandeira, advogando Sua Palavra. Quando as autoridades nos ordenarem a não fazer essa obra, quando nos proibirem de proclamar os mandamentos de Deus e a fé de Jesus, então nos será necessário dizer como os apóstolos: ‘Julgai vós se é justo diante de Deus ouvir-vos antes a vós do que a Deus; pois nós não podemos deixar de falar das coisas que temos visto e ouvido.’ Atos 4:19 e 20.”(4)
“Assim reconhecem a Deus, e a Sua lei - fundamento de Seu governo no Céu e em todos os Seus domínios terrestres. Sua autoridade deve ser conservada distinta e clara perante o mundo; e não ser reconhecida lei alguma que esteja em oposição às leis de Jeová. Se, em desafio às disposições divinas, for permitido ao mundo influenciar nossas decisões ou ações, o propósito de Deus será frustrado. Se a Igreja vacilar aqui, por mais enganador que seja o pretexto apresentado para tal, contra ela haverá, registrada nos livros do Céu, uma quebra da mais sagrada confiança, uma traição ao reino de Cristo. A Igreja tem que manter seus princípios perante todo o Universo celeste e os reinos deste mundo, de maneira firme e decidida; uma inabalável fidelidade na manutenção da honra e da santidade da lei de Deus, despertará a atenção e admiração do mundo, e muitos, pelas boas obras que contemplarem, serão levados a glorificar nosso Pai celestial.”(5)


Referências
1. Testimonies for the Church, vol. 1, pág. 362; 2. Atos dos Apóstolos, págs. 68 e 69; 3. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 49; 4. Testimonies for the Church, vol. 6, pág. 395; 5. Testemunhos Para Ministros, págs. 16 e 17
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