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Verdades
Bíblicas |
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A Lei de
Deus
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A Lei não fora proferida naquela ocasião exclusivamente para o
benefício dos hebreus. Deus os honrou, fazendo deles os guardas e conservadores de Sua
lei, mas esta deveria ser considerada como um depósito sagrado para todo o mundo. Os
preceitos do Decálogo são adaptados a toda a humanidade, e foram dados para instrução
e governo de todos. Dez preceitos breves, compreensivos, e dotados de autoridade, abrangem
os deveres do homem para com Deus e seus semelhantes; e todos baseados no grande
princípio fundamental do amor. "Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração,
e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu
próximo como a ti mesmo." Lucas 10:27; Deuteronômio 6:4 e 5; Levítico 19:18. Nos
Dez Mandamentos estes princípios são apresentados pormenorizadamente, e aplicáveis às
condições e circunstâncias do homem.
A guarda dos mandamentos é o início da vida espiritual. (Mateus
19:17). No poder do Espírito, cumpre-se no discípulo de Cristo a justiça que há na
lei, e esta se torna seu prazer.
1º "Não terás outros deuses diante de Mim" Êxodo 20:3-17.
Jeová, o Ser eterno, existente por Si mesmo, incriado, sendo o
originador e mantenedor de todas as coisas, é o único que tem direito a reverência e
culto supremos. Proíbe-se ao homem conferir a qualquer outro objeto o primeiro lugar nas
suas afeições ou serviço. O que quer que acariciemos que tenda a diminuir nosso amor
para com Deus, ou se imcompatibilize com o culto a Ele devido, disso fazemos um deus.
2º "Não farás para ti imagens de escultura, nem alguma
semelhança do que há em cima nos céus, nem embaixo na Terra, nem nas águas debaixo da
Terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás"
O segundo mandamento proíbe o culto ao verdadeiro Deus por meio de
imagens ou semelhanças. Muitas nações gentílicas pretendiam que suas imagens eram
meras figuras ou símbolos pelos quais adoravam a Divindade; mas Deus declarou que tal
culto é pecado. A tentativa de representar o Eterno por meio de objetos materiais,
rebaixaria a concepção do homem acerca de Deus. A mente, desviada da perfeição
infïnita de Jeová, seria atraída para a criatura em vez de o ser para o Criador. E,
rebaixando-se suas concepções acerca de Deus, semelhantemente degradar-se-ia o homem.
"Eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso." A íntima e sagrada
relação de Deus para com Seu povo é representada sob a figura do casamento. Sendo a
idolatria o adultério espiritual, é o desprazer de Deus contra a mesma apropriadamente
chamado ciúme.
"Visito a maldade dos pais nos filhos, até a terceira e a quarta
geração daqueles que Me aborrecem." É inevitável que os filhos sofram as
conseqüências das más ações dos pais, mas não são castigados pela culpa deles, a
não ser que participem de seus pecados. Dá-se, entretanto, em geral o caso de os filhos
andarem nas pegadas de seus pais. Por herança e exemplo os filhos se tornam participantes
do pecado do pai. Más tendências, apetites pervertidos e moral vil, assim como
enfermidades físicas e degeneração, são transmitidos como um legado de pai a filho,
até a terceira e quarta geração. Esta terrível verdade deveria ter uma força solene
para restringir os homens de seguirem uma conduta de pecado.
"Faço misericórdia em milhares aos que Me amam e guardam os Meus
mandamentos." Proibindo o culto aos falsos deuses, o segundo mandamento envolve a
ordem de adorar o verdadeiro Deus. E aos que são fiéis em Seu serviço, promete-se a
misericórdia, não meramente à terceira e quarta geração, como é ameaçada a ira
contra os que O aborrecem, mas a milhares de gerações.
3º "Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o
Senhor não terá por inocente o que tomar o Seu nome em vão"
Este mandamento não somente proíbe os falsos juramentos e juras
comuns mas veda-nos o uso do nome de Deus de maneira leviana ou descuidada, sem atentar
para a sua terrível significação. Pela inconsiderada menção de Deus na conversação
comum, pelos apelos a Ele feitos em assuntos triviais, e pela freqüente e impensada
repetição de Seu nome nós O desonramos. "Santo e tremendo é o Seu nome".
Salmo 111:9. "Todos devem meditar em Sua majestade, pureza e santidade, para que o
coração possa impressionar-se com uma intuição de Seu exaltado caráter; e Seu santo
nome deve ser pronunciado com reverência e solenidade.
4º "Lembra-te do dia do Sábado, para o santificar. Seis dias
trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o Sábado do Senhor teu Deus;
não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua
serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro que está dentro das tuas portas. Porque em
seis dias fez o Senhor os céus e a Terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia
descansou, portanto abençoou o Senhor o dia do Sábado, e o santificou"
O sábado não é apresentado como uma nova instituição, mas como
havendo sido estabelecido na criação. Deve ser lembrado e observado como a memória da
obra do Criador. Apontando para Deus como Aquele que fez os céus e a Terra, distingue o
verdadeiro Deus de todos os falsos deuses. Todos os que guardam o sétimo dia dão a
entender por este ato que são adoradores de Jeová. Assim, é o Sábado o sinal de
submissão a Deus por parte do homem, enquanto houver alguém na Terra para O servir. O
quarto mandamento é o único de todos os dez em que se encontra tanto o nome como o
titulo do Legislador. É o único que mostra pela autoridade de quem é dada a Lei.
Destarte contém o selo de Deus, afixado à Sua Lei, como prova da autenticidade e
vigência da mesma.
Deus deu aos homens seis dias nos quais trabalhar, e exige que seus
trabalhos sejam feitos nos seis dias destinados a isso. Atos necessários e
misericordiosos são permitidos no Sábado; os doentes e sofredores em todo o tempo devem
ser tratados; mas o trabalho desnecessário deve ser estritamente evitado. "Se
desviares o teu pé do Sábado, e de fazer a tua vontade no Meu santo dia, e se chamares
ao Sábado deleitoso, e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os
teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade..." lsaías 58:13.
Tampouco fica nisto a proibição. "Nem falar as tuas próprias palavras", diz o
profeta. Aqueles que no Sábado discutem assuntos de negócios ou fazem planos, são
considerados por Deus como se estivessem empenhados na própria transação de negócio.
Para santitïcar o Sábado não devemos mesmo permitir que nosso espírito se ocupe com
coisas de caráter mundano. E o mandamento inclui todos dentro de nossas portas. Os que
convivem na casa devem durante as horas sagradas pôr de parte suas ocupações mundanas.
Todos devem unir-se a honrar a Deus por meio de um culto voluntário em Seu santo dia.
5º "Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os
teus dias na Terra que o Senhor teu Deus te dá"
Os pais têm direito ao amor e respeito em certo grau que a nenhuma
outra pessoa é devido. O próprio Deus, que pôs sobre eles a responsabilidade pelas
almas confìadas aos seus cuidados, ordenou que durante os primeiros anos da vida estejam
os pais em lugar de Deus em relação aos seus filhos. E aquele que rejeita a lícita
autoridade de seus pais, rejeita a autoridade de Deus. O quinto mandamento exige que os
filhos não somente tributem respeito, submissão e obediência a seus pais, mas também
lhes proporcionem amor e ternura, aliviem os seus cuidados, zelem de seu nome, e os
socorram e consolem na velhice. Ordena também o respeito aos ministros e governantes, e a
todos os outros a quem Deus delegou autoridade.
Este, diz o apóstolo, "é o primeiro mandamento com
promessa". Efésios 6:2. Para Israel, esperando em breve entrar em Canaã, era um
penhor, ao obediente, de uma vida longa naquela boa terra; mas tem ele uma significação
mais ampla, incluindo todo o Israel de Deus e prometendo vida eterna sobre a Terra, quando
esta estiver livre da maldição do pecado.
6º "Não matarás"
Todos os atos de injustiça que tendem a abreviar a vida; o espírito
de ódio e vingança, ou a condescendência de qualquer paixão que leve a atos ofensivos
a outrem, ou nos faça mesmo desejar-Ihe mal (pois "qualquer que aborrece seu irmão
é homicida"); uma negligência egoística de cuidar dos necessitados e sofredores;
toda a condescendência própria ou desnecessária privação, ou trabalho excessivo com a
tendência de prejudicar a saúde - todas estas coisas são, em maior ou menor grau,
violação do sexto mandamento.
7º "Não adulterarás"
Este mandamento proíbe não somente atos de impureza, mas pensamentos
e desejos sensuais, ou qualquer prática com a tendência de os excitar. A pureza é
exigida não somente na vida exterior, mas nos intuitos e emoções secretos do coração.
Cristo, que ensinou os deveres impostos pela Lei de Deus, em seu grande alcance, declarou
ser o mau pensamento ou olhar tão verdadeiramente pecado como o é o ato ilícito.
8º "Não furtarás"
Tanto pecados públicos como particulares são incluídos nesta
proibição. O oitavo mandamento condena o furto de homens e tráfico de escravos, e
proíbe a guerra de conquista. Condena o furto e o roubo. Exige estrita integridade nos
mínimos detalhes dos negócios da vida. Veda o engano no comércio, e requer o pagamento
dos débitos e salários justos. Declara que toda a tentativa de obter-se vantagem pela
ignorância, fraqueza ou infelicidade de outrem, é registrada como fraude nos livros do
Céu.
9º "Não dirás falso testemunho contra o teu próximo"
Aqui se inclui todo o falar que seja falso a respeito de qualquer
assunto, toda a tentativa ou intuito de enganar nosso próximo. A intenção de enganar é
o que constitui a falsidade. Por um relance de olhos, por um movimento da mão, uma
expressão do rosto, pode-se dizer falsidade tão eficazmente como por palavras. Todo o
exagero intencional, toda a sugestão ou insinuação calculada a transmitir uma
impressão errônea ou desproporcionada, mesmo a declaração de fatos feita de tal
maneira que iluda, é falsidade. Este preceito proíbe todo o esforço no sentido de
prejudicar a reputação de nosso próximo, pela difamação ou suspeitas ruins, pela
calúnia ou intrigas. Mesmo a supressão intencional da verdade, pela qual pode resultar o
agravo a outrem, é uma violação do nono mandamento.
10º "Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás
a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu
jumento, nem coisa alguma do teu próximo"
O décimo mandamento fere a própria raiz de todos os pecados,
proibindo o desejo egoístico, do qual nasce o ato pecaminoso. Aquele que em obediência
à Lei de Deus se abstém de condescender mesmo com um desejo pecaminoso daquilo que
pertence a outrem, não será culpado de um ato mau para com seus semelhantes.
Tais foram os sagrados preceitos do Decálogo, proferidos entre
trovões e chamas, e com maravilhosa manifestação de poder e majestade do grande
Legislador. Ellen G. White - Patriarcas. e Profetas págs 305-309.
A sagrada Lei de Deus, tantas vezes rejeitada, negligenciada,
desprezada, espezinhada, transgredida, mal interpretada e mal aplicada, foi por Cristo
esclarecida e exaltada.
"Foi do agrado do Senhor, por amor de Sua própria justiça,
engrandecer a Lei e fazê-la gloriosa." Isaías 42:21.
"E eis que alguém, aproximando-se, Lhe perguntou: Mestre, que
farei eu de bom, para alcançar a vida eterna? Respondeu-lhe Jesus: ...Se queres, porém,
entrar na vida, guarda os mandamentos". Mateus 19:16 e 17.
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