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Haverá
Jamais um Fim do Mundo?
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O povo freqüentemente emprega a expressão:
"Fim do mundo", mas pouco sabem a respeito, não porque nada
possam saber mas porque, por falta de suficiente investigação, ignorem
o meio pelo qual poderiam certificar-se deste assunto.
Em base de muitas pesquisas que se têm feito, têm-se
estabelecido diversas teorias relativas ao fim que se crê o nosso velho
mundo irá ter. Não queremos aqui sustentar essas teorias, mas, a título
de curiosidade apenas, vamos referi-las abreviadamente.
Acreditam alguns que, pela desintegração dos átomos,
poderia haver uma espécie de "incêndio atômico", inapagável,
que resultaria na extravasão da ígnea massa fluida do interior do
globo, o que, em pouco tempo, poria termo a toda forma de vida neste
planeta.
Outros admitem a possibilidade de suceder exatamente
o contrário - o esfriamento da Terra. Acreditam que a massa fluida do
interior poderá, aos poucos, solidificar-se, e a crosta terrestre
engrossar mais e mais, e que, por fim, o nosso mundo, a exemplo da lua,
poderá girar qual planeta morto no espaço.
Há também os que crêem que este mundo poderá ter
seu fim na colisão com algum outro planeta.
Outro perigo que se presume ameaçar a Terra são os
raios descobertos por Milikan, de ondas infinitamente curtas
(0,000.000.000.7mm). Diz-se que o universo está cheio desses raios mortíferos,
mas a atmosfera que circunda o globo terrestre impede sua ação. Caso,
porém, o envoltório do nosso planeta venha, de alguma maneira, a
falhar, acredita-se que esses raios porão em perigo a vida aqui.
Em 1927, o observatório astronômico de Heidelberg,
Alemanha, comunicou que uma estrela da 73ª grandeza havia crescido até
a 8ª grandeza. E segundo observações mais recentes, há estrelas que
sofrem, periodicamente, uma espécie de "inflação". Em 1925
foi observado que a estrela Nova Pictoris se tornou 274 vezes maior e
que, dois meses depois, voltou ao seu tamanho normal, rompendo-se
finalmente em duas partes. E, dizem os sábios, se o Sol sofresse igual
"inflação", a Terra seria por ele tragada.
As águas que cobrem a Terra são calculadas em 65
quintilhões de pés cúbicos. Se as mesmas pudessem penetrar no
interior do globo, através de frestas provocadas por violentos
maremotos, então, pelo vapor que se formaria ali dentro, haveria
tamanha pressão que poderia, como alguns são levados a acreditar,
fazer explodir o nosso mundo em milhões de pedaços.
Outro perigo que os sábios presumem poder pôr termo
à vida neste planeta, é a paralisação de sua rotação. O observatório
astronômico de Greenwich, Inglaterra, pretende ter constatado que, em
meio século, nosso globo sofreu um atraso de meio minuto na sua rotação.
Se esta observação é um fato real, e se uma tal dilação continuar
ininterruptamente, bastariam, conforme crêem, 150.000 anos para o nosso
mundo parar de girar. Uma metade da Terra se converteria então num
vasto deserto causticante, e a outra metade num vasto oceano glacial.
Estas, e quem sabe quantas e quais outras hipóteses,
são sustentadas pelos doutos, as quais, todavia, não satisfazem as
nossas perguntas: "Esse mundo terá jamais fim?" Em caso
afirmativo, quando e como? E por onde havemos de sabê-lo?
A FONTE DO VERDADEIRO CONHECIMENTO
As profecias constantes das Escrituras Sagradas são,
para os que as examinam em busca de luz, um farol aceso em meio às
densas trevas que envolvem o mundo. "E temos, mui firme, a palavra
dos profetas", disse o apóstolo S. Pedro, "à qual bem fazeis
em estar atentos, como uma luz que alumie em lugar escuro, até que o
dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vossos corações,
sabendo primeiramente isto: que... a profecia nunca foi produzida por
vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados
pelo Espírito Santo" (2 Pe 1:19-21). A Escritura Sagrada, como um
relógio que nunca falhou, é digna de toda confiança. Disse o profeta
Isaías: "Buscai no livro do Senhor e lede." (Isaías 34:16).
E nosso Salvador afirmou.: "... a Escritura não pode falhar."
(Jo 10:35). As profecias nela exaradas cumpriram-se, até agora, fiel e
literalmente, no devido tempo e ordem. Seria, por isso, ilógico duvidar
do cumprimento de suas predições para o futuro. Volvamos, portanto, a
essa fonte Inesgotável de verdade e luz, em busca de conhecimento sobre
o assunto de que aqui nos propomos tratar.
SINAIS DO FIM
Aproximaram-se certa vez de Jesus os Seus discípulos,
com a pergunta: "Que sinal haverá da Tua vinda e do fim do
mundo?" (Mt 24:3). Os discípulos compreendiam perfeitamente que o
fim do mundo seria na segunda vinda de Cristo, como se vê pelo fato de
eles ligarem uma coisa com a outra. Queriam, porém, saber quais os
sinais que deviam anunciar a aproximação desse grande dia. E Jesus,
respondendo, disse-lhes: "E ouvireis de guerras e de rumores de
guerras... Porquanto se levantará nação contra nação, e reino
contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários
lugares." (Mt 24:6, 7) "... o Sol se escurecerá, e a Lua não
dará a sua luz. E as estrelas cairão do céu, e as forças que estão
nos céus serão abaladas." (Mc 13: 24,25). "E haverá ...
homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão
ao mundo." (Lc 21:25,26). "E este evangelho do reino será
pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá
o fim..." (Mt 24:14).
GUERRAS E RUMORES DE GUERRAS - NAÇÃO CONTRA NAÇÃO
Que se dirá da carnificina que ensangüentou o mundo
nessa última guerra, de 1939 a 1945? Quanto ela não ultrapassou, em
proporções, a hecatombe da primeira guerra mundial? Esta última,
segundo se calcula, custou 30 milhões de mortos, além de muitos milhões
de feridos; muitos milhares de aviões e tanques foram destruídos, e
outros tantos navios foram para o fundo do mar. Lancemos ainda um olhar
retrospectivo à cidade de Hiroshima, no Japão, onde uma explosão atômica
fez 130.000 vítimas. Poderá alguém ainda duvidar que estas coisas
sejam um cumprimento fiel das palavras de Cristo: "E ouvireis de
guerras e rumores de guerras... Portanto se levantará nação contra nação,
e reino contra reino."?
E o que a humanidade não terá de testemunhar quando
rebentar a próxima guerra mundial?
FOMES E PESTES
Quem ainda não ouviu falar das fomes e pestilências
que assolaram os povos depois de 1918? Calcula-se que estes dois
inimigos da humanidade colheram 35 milhões de vítimas. Mas não
necessitamos voltar atrás; observemos apenas os freqüentes artigos que
os jornais e revistas, em nossos dias, trazem sobre as terríveis fomes
na Índia e em outras partes. Há alguns anos atrás, uma revista
norte-americana relatou que na Índia morriam à fome semanalmente, 50
mil pessoas.
TERREMOTOS
Relatam os cientistas que, consoante observações sísmicas,
ocorrem atualmente cerca de vinte e cinco terremotos em cada vinte e
quatro horas.
Disse certa vez o prof. A. E. Gilligan, da
Inglaterra, num discurso por ele proferido, o seguinte:
"Quando falamos de terra firme, falamos, na
verdade, de algo que não existe. Os terremotos não são tão raros
como se poderia supor, e a Terra tem sido comparada, contrariamente à
ciência, mas não sem propriedade, a um pudim meio-consistente, e
levado à sala por um garção vacilante. Desde o ano 994 A. D., uns
1200 terremotos foram sentidos neste país, e anualmente ocorrem cerca
de 9.000 através do mundo, enquanto 13.000.000 de pessoas perdem neles
a vida."
Os abalos sísmicos são cada vez maiores em número
e mais destruidores. Não há dúvida de que se produzem em cumprimento
da profecia de Cristo: "Haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários
lugares."
O ESCURECIMENTO DO SOL E DA LUA
"E, logo depois da aflição daqueles
dias", disse Jesus, "o Sol escurecerá, e a Lua não dará a
sua luz..."
O tempo em que estes sinais deveriam cumprir-se foi
definidamente indicado por Jesus: "Logo depois da aflição
daqueles dias" São os 1260 dias proféticos (Dn 7:25; Ap 12:6), na
tenebrosa Idade Média, durante os quais os santos do Altíssimo haviam
de sofrer sangrenta perseguição. Esses dias começaram em 538 A.D..
quando a potência perseguidora, eclesiástica, foi revestida de poder
universal, empunhando desde então o cetro espiritual e temporal, e
terminaram em 1798, durante a revolução francesa, quando o
representante desse poder perseguidor foi destronado e exilado. (Ap
13:3). Pela influência da Reforma, porém, essa potência eclesiástica
praticamente cessou sua perseguição ao povo de Deus um quarto de século
antes do fim do período profético de 1280 anos, cumprindo-se assim a
predição de Cristo de que esses dias de aflição seriam
"abreviados". (Mt 24:21, 22). A perseguição terminou em 1773
aproximadamente, e, "logo depois" desse período, deveria
ocorrer o escurecimento do Sol e da Lua.
E assim foi. A 19 de maio de 1780 cumpriram-se esses
sinais. Um observador científico assim os descreve:
"A extensão desta escuridão foi muito notável...
Pelos relatórios recebidos, parece ter-se estendido por toda a Nova
Inglaterra (EEUU). A leste foi observada até Falmouth, (Portland,
Estado de Maine); a oeste ouvimos dizer ter atingido aos pontos mais
remotos de Connecticut e Albany. Para o sul foi observado em toda a
costa; ao norte até onde se estendem os nossos territórios...
"Com respeito à sua duração, foi nesta
localidade, ao menos de quatorze horas; mas é provável que não fosse
exatamente assim nas diferentes partes do país. A aparência e os
efeitos foram de tal maneira a tornar a perspectiva extremamente sombria
e melancólica. Acenderam-se velas nas casas; os pássaros depois de
cantarem suas canções vespertinas, desapareceram em silêncio; as
galinhas retiraram-se para os seus poleiros; os galos cantavam como de
madrugada; não se podiam distinguir os objetos senão a muito pequena
distância; e tudo oferecia a aparência e tristeza da noite." Dr.
Samuel Williams, professor de Matemática e Filosofia na Universidade de
Cambridge, em "Memories of the American Academy of Arts and
Sciences".
A QUEDA DAS ESTRELAS
Anos depois de o apóstolo João ter ouvido da boca
de Jesus que as estrelas cairiam do céu, como sinal da proximidade do
dia de Sua volta, ele mesmo contemplou esse acontecimento em visão profética.
"E as estrelas do céu caíram sobre a Terra", relatou ele,
"como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abalada
por um vento forte." (Ap 8:13).
Esse sinal teve cumprimento na surpreendente e
impressionante chuva meteórica de 13 de novembro de 1833, que se
estendeu sobre grande parte da Terra.
"Na noite de 12 para 13 de novembro de 1833,
estalou sobre a Terra uma tempestade de estrelas cadentes. A América do
Norte testemunhou o máximo da sua violência. Do Golfo do México e
Halifax (Canadá), o céu foi riscado em todas as direções por traços
brilhantes, e iluminado por majestosos meteoros resplandecentes, até
que a luz do dia, com alguma dificuldade, pôs fim à exibição."
- History of Astronomy in the Nineteenth Century, por Agnes M. Clark.
A MULTIPLICAÇÃO DA CIÊNCIA
Vivemos numa época maravilhosa, sem precedentes na
história da humanidade. Há uns cento e cinqüenta anos atrás, o mundo
pouco diferia do que era no tempo de Cristo ou antes. Mas, de repente,
em fins do século dezoito, começaram as invenções, cada vez mais
assombrosas. Todas as descobertas no terreno das ciências foram feitas
nestes últimos cento e cinqüenta anos. E o que significa isto? É o
cumprimento da profecia. "Tu, porém, Daniel", disse o anjo do
Senhor, "encerra as palavras, e sela o livro, até o tempo do fim;
muitos correrão duma parte para outra parte, e a ciência se
multiplicará." (Dn 12:4)
O EVANGELHO EM TODO O MUNDO
Todos os eventos ocorrem em obediência a um programa
preestabelecido por um Ser onisciente e onipotente. Determinou Deus que
a ciência se multiplicasse na consumação dos séculos, a fim de
possibilitar a realização de uma grande obra mundial, também
constante do programa divino, para o tempo do fim. É a pregação do
evangelho em todo o mundo. "E este evangelho do reino será pregado
em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o
fim", disse Jesus aos Seus discípulos. Mt 24:14. E o evangelho está,
de fato, sendo pregado em todo o mundo.
Que este mundo chegará a seu termo, é um
pressentimento geral. Mas o fim virá de maneira mui diversa da que
geralmente supõem os sábios. Como há uns quarenta e três séculos
atrás, por ocasião do dilúvio, pereceu a grande maioria dos moradores
da Terra pela água, perecerá também, em futuro não muito distante,
isto é, na segunda vinda de Cristo, a maior parte da humanidade, mas
desta vez não pelas águas, e sim, pelo fogo, pois a profecia diz que
"serão queimados os moradores da Terra, e poucos homens restarão."
(Is 24:6).
Os sinais dos tempos indicam, pois, em voz alta que a
segunda vinda de Cristo e o fim do mundo estão às portas.
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