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As Duas Leis
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"Cristo aboliu a lei" - é o que se ouve freqüentemente da
boca dos cristãos professos. Mas, visto que "a lei" tem várias
significações, que lei Ele aboliu? Foi a Escritura toda? Não, pois Ele disse que
"a Escritura não pode ser anulada" (João 10:35). Foi, porventura, o
Pentateuco, os cinco Livros de Moisés? Também não, porque Ele disse: "Não penseis
que vim revogar a Lei ou os profetas" (Mt 5:17). Foi, talvez, a Lei moral de Deus,
resumida nos Dez Mandamentos? Tampouco foi, porque inúmeras vezes Cristo e os apóstolos
confirmaram sua vigência. Que lei foi então que Cristo aboliu? Só poderia ter sido
aquela que, pelas próprias circunstâncias determinaram sua abrogação, a saber, a lei
cerimonial da expiação simbólica, ume vez que, por Cristo, foi feita a expiação em
realidade. Mas, eis que os que se dizem Cristãos não podem compreender isto.
Em Romanos, capítulos dois a oito, Paulo fala da lei, não de uma
suposta nova lei que Cristo tivesse trazido, em substituição à "velha", mas
da própria "velha lei", dada aos judeus no monte Sinai. "Mas se tu és
chamado judeu", diz o apóstolo, "e repousas na lei... sendo instruído na
lei... tendo na lei a forma da ciência e verdade..." (Cap. 2. v. 17-20). Ninguém
há de negar que a lei em que os judeus repousavam era a "velha lei". Pois bem.
Vejamos agora o que ele diz dessa mesma Lei.
"Todos os que sob a lei pecaram, pela Lei serão julgados."
Verso 12.
"Os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que
praticam a lei hão de ser justificados." Verso 13.
"Desonras a Deus pela transgressão da lei." Verso 23.
Tanto judeus com gentios têm o dever de cumprir os preceitos da lei.
Versos 25-27.
"Pela fé vem o conhecimento do pecado." Cap. 3, v. 20.
"Pela fé... estabelecemos a lei." V. 31.
"A inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é
sujeita à lei de Deus, nem em verdade o pode ser." Cap. 8, v. 7. Se essa lei em que
os judeus repousavam, e à qual Paulo se refere em todos estes versículos, são os cinco
livros de Moisés, abrangendo tanto os mandamentos morais como as prescrições
cerimoniais, então temos que cair em grandes absurdos. Somos, neste caso, obrigados a
admitir: 1) que os homens serão julgados, não só pelos mandamentos morais, mas também
pelos cerimoniais; 2) que não podemos ser justificados a menos que pratiquemos tanto os
preceitos morais como os cerimoniais; 3) que, se transgredimos qualquer mandamento moral
ou ordenança cerimonial, desonramos e Deus; etc., etc., etc.
Poderíamos também citar outras passagens do Novo Testamento que nos
levariam a outras tantas incoerências, se quiséssemos admitir a interpretação dos que
dizem que a lei era uma só, o Pentateuco, e que não há divisão de lei moral e lei
cerimonial.
Em Tiago 2:10, encontramos: "Qualquer que guardar toda a lei e
tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos." E Tiago não fala de nenhuma
nova lei, mas daquela que está na "Escritura" (v. 8), e que diz: "Não
cometerás adultério", "Não matarás", etc. (v. 11). É portanto aquela
"velha lei", como dizem os protestantes, que foi dada aos judeus. Ora, se
"a lei" só pode ser o Pentateuco, como alegam, então não há dúvida: Não
podemos violar nenhum ponto das prescrições morais ou cerimoniais sob pena de nos
tornarmos culpados de haver violado toda a lei.
Estas e quem sabe quais outras são as absurdas e espantosas
conclusões a que teríamos de chegar caso disséssemos que "a lei" é uma só,
a saber, sempre os cinco livros de Moisés e nunca os Dez Mandamentos distintamente, ou as
ordenanças Cerimoniais. Mas não somos coagidos por estas ilações destituídas de
senso, porque não temos a necessidade de perverter a Bíblia para sustentar erros
inadvertidamente herdados do catolicismo e do paganismo.
As passagens que acabamos de citar, e outras além destas, falam da lei
moral dos Dez Mandamentos, conforme se nota pelo contexto, lendo todo o capítulo em que
as mesmas aparecem, ou apenas alguns versículos atrás ou adiante.
A NORMA DA JUSTIÇA DIVINA E A EXPIAÇÃO DA TRANSGRESSÃO
A lei de Deus, resumida nos Dez Mandamentos, é uma transcrição do
caráter de Deus. É, portanto, a norma da justiça. Diz-nos o apóstolo Paulo que "a
Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redargüir, para
corrigir, para instruir na justiça" (2 Tm 3:16). A "Escritura" a que o
apóstolo se refere são os escritos dos profetas do Velho Testamento. Essa Escritura, a
qual "não pode ser anulada" (João 10:35), é que nos instrui na justiça e
verdade, definindo-a.
Diz a Escritura: "Todos os Teus mandamentos são a verdade";
"a Tua lei é a verdade" (Sl 119:151, 142); "todos os Teus mandamentos são
justiça" (Sl 118:172); "a Justiça da Lei" (Rm 8:4). A lei de Deus é,
pois, a norma da verdade e justiça. Mais provas nesse sentido encontram-se em Rm 2:20; Dt
6:25; Sl 40:8, 10; Is 48:18; Mt 5:18-20; etc. Sendo a verdade e justiça divinas
padronizadas pela lei de Deus, e dos Dez Mandamentos, a mesma é assim chamada: "a
lei da verdade" (Ml 2:6), ou "a lei da justiça" (Rm 9:31).
Ao primeiro homem, criado "à imagem de Deus", o Senhor lhe
implantou o espírito da lei no coração e na mente. Mas a justiça divina, padronizada
pela lei de Deus, foi ofendida, e, para remediar temporariamente esse mal, foi
estabelecido um sistema de expiação da transgressão: "Quando uma alma pecar por
erro contra alguns dos mandamentos do Senhor ... oferecerá pelo seu pecado, que pecou, um
novilho, sem mancha, ao Senhor por expiação do pecado." (Lv 4:2,3).
Vemos, de um lado, os "mandamentos do Senhor", e, de outro lado, um sistema de
"expiação do pecado" pela transgressão dos mandamentos da lei. O próprio
fato de ter existido esse sistema expiatório, é uma prova de que, à parte havia
também, como ainda hoje há, uma norma de Justiça (a lei moral), cuja transgressão era,
como também hoje é, o pecado. Na ausência de uma lei que padronize a justiça, nada há
a ser transgredido, e onde não há transgressão, nada a ser expiado. Veio, pois,
primeiro, a lei da justiça, depois a transgressão, e, em seguida, a expiação do
pecado.
Esse sistema expiatório era prescrito também por uma lei - a lei cerimonial: "Essa
é a lei do holocausto, da oferta de manjares, e da expiação do pecado, e da expiação
da culpa e da oferta das consagrações, e do sacrifício pacífico" (Lv 7:37). Esta
é a lei que "foi ordenada por causa das transgressões" (Gl 3:19) contra a
justiça de Deus padronizada pela lei dos Dez Mandamentos.
Caso a justiça divina, que tem por norma a lei dos Dez Mandamentos, nunca tivesse sido
ofendida, o sistema expiatório, prescrito pela lei cerimonial, jamais necessitaria ser
introduzido.
Esse sistema de expiação, porém, era apenas simbólico: "Porque tendo a lei a
sombra dos bens futuros, e não imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios
que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam...
Porque é impossível que o sangue de touros e dos bodes tire os pecados" (Hb
10:1,4). As cerimônias dessa Lei não podiam vivificar (Gl 3:21) aos que estavam
"mortos em ofensas e pecados" (Ef 2:1). O sistema expiatório do Velho Concerto
apenas "serviu de aio" (Gl 3:24; 4:1-3) para conduzir o povo a Cristo, por quem
havia de efetuar-se a verdadeira expiação. Cristo "Se manifestou para aniquilar o
pecado pelo sacrifício de Si mesmo" (Hb 9:26). Só pelo Seu sacrifício é que se
tornou possível "expiar os pecados do povo" (Hb 2:17). Os sacrifícios de
animais não tinham senão valor simbólico. Vindo, pois, Cristo, e efetuando-se por Ele a
verdadeira "expiação do pecado" (Is 53:70), cessou o sistema de expiação
simbólica, prescrito pela lei cerimonial - "a lei do holocausto, da oferta de
manjares", etc. (Lv 7:37). Foi exatamente, essa "a lei" que, por ser apenas
"sombra dos bens futuros", e consentir em "sacrifícios" e diversas
outras "ordenanças" cerimoniais, teve sua abrogação na cruz (Hb 7:16; 10:1;
Ef 2:15; Cl 2:14-17). Mas isso não quer dizer que a Justiça divina, cuja norma é a Lei
dos Dez Mandamentos, também tenha sido desfeita na cruz. O feito de Cristo Se ter
oferecido para expiar as ofensas dos homens contra a justiça de Deus, é uma prova de que
a mesma é eterna e imutável, como o é o seu padrão: "É mais fácil passar o céu
e a Terra do que cair um til da lei" (Lc 16:17).
Muitos há que procuram contundir a justiça com a expiação, ou
melhor, a Lei dos Dez Mandamentos com a lei cerimonial. A distinção entre uma coisa e
outra é muito clara, e não é preciso haver tamanha confusão.
O Sábado, por não pertencer ao sistema expiatório, não foi pelo
Senhor incluído na lei cerimonial, mas sim na lei dos Dez Mandamentos, o eterno padrão
da justiça. Por isso, o Sábado, não fazendo parte da lei cerimonial, não poderia ter
sido revogado na cruz, mas permanece para sempre, por ser um dos Dez Mandamentos da Lei de
Deus, que é norma da justiça. Aqueles que, num frenético e desesperado esforço por
provar que o Sábado tenha sido abolido, citam passagens que falam da abolição da lei
cerimonial, nada provam quanto à suposta revogação do Sábado. Só poderiam provar a
supressão do Sábado, se provassem a anulação da lei dos Dez Mandamentos. Mas não há
uma só prova nesse sentido, e nem poderia havê-la, pois dezenas de passagens do Novo
Testamento atestam o contrário.
Para fugir ao reconhecimento da verdade, alegam alguns que nunca
existiu mais de uma lei, e que esta única foi abolida. Aos que assim crêem, sugerimos
que leiam em Êxodo 18:20; Lv 26:46 e Ne 9:13, onde encontrarão "as leis", no
plural. Não acha o prezado leitor que "as leis" é mais de uma lei? Como então
alegam que havia uma só lei?
No Pentateuco são também mencionadas diversas outras leis, além das duas que abordamos
neste folheto. Ver Lv 11:46, 47; 13:59; 15:32; Nm 6:21; etc.
Como vimos, o termo "a lei" pode aplicar-se tanto à lei
moral dos Dez Mandamentos (Lc 18:17; Rm 3:20; 7:7; 1 Co 15:56; Tiago 2:10, 11; etc.), como
à lei cerimonial da expiação (Ef 2:15; Hb 7:12, 28; 10:1-8). Às vezes, "a
lei" se refere aos cinco livros de Moisés (Mt 5:17; 7:12; 12:5; João 1:45; 1 Co
9:8,9; 14:34), e pode também referir-se a toda a Escritura (João 10:34, 35; 1 Co 14:21).
CONTRASTES ENTRE A LEI MORAL E A LEI CERIMONIAL
1 ) - A lei moral é espiritual:
"Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal,
vendido sob o pecado." (Rm 7:14).
A lei cerimonial é carnal:
"... a lei do mandamento carnal..." (Hb 7:16).
"... manjares, e bebidas, e várias abluções e justificações
da carne, impostas até o tempo da correção." (Hb 9:10). Qualquer pessoa pode notar
que uma mesma lei não poderia ser a um tempo carnal e espiritual. Trata-se, pois, de duas
leis distintas.
2 ) - A lei moral é estabelecida pela fé:
"Anulamos pois a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes
estabelecemos a lei." (Rm 3:31).
A lei cerimonial foi desfeita:
"Sua carne desfez a inimizade, a saber, a lei dos mandamentos, que
consistia em tradições, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a
paz." (Ef 2:15).
Acaso a mesma lei poderia ter sido ao mesmo tempo, estabelecida e
desfeita? É claro que não. São, portanto, duas leis diversas.
3 ) - A lei moral é uma lei de liberdade:
"Porque qualquer que guardar toda a lei e deslizar em um só
ponto, é culpado de todos. Porque Aquele que disse: Não cometerás adultério, também
disse: Não matarás. Se tu pois não cometeres adultério, porém, matares, estás feito
transgressor da lei. Assim falai, e assim obrai, como devendo ser julgado pela lei da
liberdade." (Tiago 2:10,12) "Pois amar a Deus é obedecer os Seus mandamentos. E
Seus mandamentos não são difíceis de obedecer." (1 João 5:3) "Andarei em
liberdade; pois busco os Teus preceitos." (Sl 119:45).
A lei cerimonial é um jugo:
"Estai pois firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e
não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão. Eis aqui, eu, Paulo, vos digo que,
se vos deixardes circuncidar, de nada vos aproveitará." (Gl 5:1,2).
A lei da liberdade é a dos Dez Mandamentos, pois é a que diz:
"Não cometerás adultério", "Não matarás", etc. O jugo de
escravidão é a lei cerimonial, porque é a que ordena a circuncisão ("se vos
deixardes circuncidar"). Tão clara é a distinção entre uma e outra lei que só
faz confusão aquele que propositadamente procura fazê-la.
4 ) - A lei moral acha-se gravada no coração do crente:
"Mas este é o concerto que farei com a casa de Israel depois
daqueles dias, diz o Senhor: Porei as Minhas leis no seu interior, e as escreverei no seu
coração..." (Jr 31:33; Hb 8:10).
A lei cerimonial foi encravada na cruz:
"Havendo riscado a cédula que contra nós havia nas ordenanças,
a qual de alguma maneira nos era contrária e a tirou do meio de nós, encravando-a na
cruz... Portanto ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de
festa ou da lua nova, ou dos sábados." (Cl 2:14-16).
Muitos cristãos, em vez de receberem a lei de Deus no seu coração,
conforme a provisão do Novo Concerto, procuram expulsá-la, e se esforçam debalde, por
provar que esta lei foi encravada na cruz. Mas a Palavra de Deus reza: "Porei a Minha
lei no seu interior, e a escreverei no seu coração." Os "sábados"
mencionados em Cl 2:16 são os sábados cerimoniais, tais como os da páscoa, do
pentecostes, etc., relacionados com "lua nova", "comer",
"beber", etc., e não devem ser confundidos com o Sábado do sétimo dia, da lei
de Deus. Este é semanal; aqueles eram anuais. Este é memorial de obras consumadas,
apontando pare a criação; aqueles eram sombras de coisas vindouras, apontando para a
cruz. Vejamos um exemplo: "Mas aos dez deste mês sétimo será o dia da
expiação... sábado de descanso vos será..." (Lv 23:27-32). A lei cerimonial
compreendia estes sete sábados anuais (Lv 23) dos quais os cristãos estão completamente
desobrigados.
Muitos têm procurado arrancar significado errôneo das palavras de
Paulo em Cl 2:16, 17, atrás citadas pretendendo que o Sábado do sétimo dia, da lei
moral de Deus, esteja incluído entre os "sábados" (dias de descanso) anuais da
lei cerimonial por ele mencionados, sábados esses que se encontram em Lv 23:7, 8, 21, 24,
27, 26, 32, 35 e 36. É evidente que o Sábado semanal, da lei moral dos Dez Mandamentos,
sendo memorial de criação (Gn 2:2, 3; Êxodo 20:11), nunca poderia figurar entre as
"sombras das coisas futuras" porquanto a obra da criação da qual o Sábado do
sétimo dia é sinal não é coisa vindoura mas sim passada. Querer incluir entre as
"sombras das coisas futuras" o Sábado do sétimo dia, que é memorial da
criação, é cair no absurdo de classificar as obras da criação como coisa ainda
futura.
5 ) - A lei moral revela o pecado; sua transgressão é o pecado:
"... Pois a Lei faz o homem saber que é pecador." (Rm 3:20).
" ...a força do pecado é a lei." (1 Co 15:56)
"... Quem peca é culpado de quebrar a Lei de Deus, porque o
pecado é a quebra da Lei." (1 João 3:4).
A lei cerimonial foi dada por causa do pecado:
"...para que é a lei? Foi ordenada por causa das
transgressões" (Gl 3:19).
"...Quando uma alma pecar contra alguns dos mandamentos do
Senhor... oferecerá pelo seu pecado, que pecou, um novilho sem mancha, ao Senhor, por
expiação do pecado." (Lv 4:2, 3).
6) - Quem não é submisso à lei moral está em inimizade contra Deus:
"Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois
não é sujeita à lei de Deus, nem em verdade o pode ser." (Rm 6:7).
Não devemos sujeitar-nos à lei cerimonial:
"...não vos sujeiteis de novo a um jugo de escravidão. Se vos
circuncidardes, Cristo de nada vos aproveitará." (Gl 5:1, 2).
Em resumo:
A lei moral de Deus, da qual faz parte o Sábado, é espiritual (Rm
7:14); é estabelecida pela fé (Rm 3:31); é uma lei de liberdade (Tiago 2:10-12); sua
transgressão é o pecado (Rm 3:20 ; 7:7; 1 Co 15:56; 1 João 3:4); e o que não lhe é
sujeito está em inimizade contra Deus (Rm 8:7).
A lei cerimonial é carnal (Hb 7:16; 9:10); foi abolida (Ef 2:15; Cl
2:14-16); é um jugo de servidão (Gl 5:1, 2; Atos 15:70); foi dada por causa do pecado
(Gl 3:19); não lhe devemos estar submissos (Gl 5:1, 2). A esta lei o Sábado não
pertence, pelo que não poderia ter sido abolido na cruz juntamente com ela.
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