|
Verdades
Bíblicas |
|
A Última
Advertência
|
Diz a Bíblia que, no tempo do fim, o mundo cristão seria levado a
decidir-se entre obedecer aos mandamentos de Deus ou aos mandamentos do anticristo.
Obedecer a um importa em desobedecer a outro. Ambos os poderes imprimem, simbolicamente,
um sinal de lealdade nos seus súditos. Segundo a decisão de cada um, tal é o sinal que
recebe. Quem permanece fiel a Deus recebe o Seu sinal, e quem se submete às exigências
do anticristo, o que equivale a adorá-lo, recebe o seu sinal. Esta é a fase culminante
da luta entre Cristo e Satanás aqui na Terra.
A humanidade certamente não poderia ficar em trevas quanto às exigências de Deus e às
pretensões do anticristo. Ao passo que este impõe o seu sinal por força da lei, o que,
aliás, está em vias de suceder, o Senhor envia ao mundo uma mensagem de advertência
contra a aceitação desse sinal.
No último livro da Bíblia, Apocalipse, cap. 14, lemos que o Evangelho
eterno tem, para o tempo do fim, três mensagens especiais de advertência. A primeira
avisa os homens do início do juízo investigativo no Céu; a segunda anuncia a queda
espiritual das igrejas nominalmente cristãs, que se tornaram "Babilônia"; e a
terceira aponta para os mandamentos de Deus e Seu sinal. Adverte os moradores da Terra
contra a submissão às ordens e o recebimento do sinal do anticristo, a besta de
Apocalipse 13. E é sobre esta última mensagem que aqui queremos falar. O relato bíblico
afirma:
"Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na
sua testa, ou na sua mão, também o tal beberá do vinho da ira de Deus... Apocalipse
14:9, 10, 11.
Quanto à besta aqui referida, suas atividades e as de sua companheira são assim
descritas pelo profeta:
"E eu pus-me sobre a areia do mar, e vi subir do mar uma besta ... e o dragão
deu-lhe o seu poder, e o seu trono e grande poderio. E vi uma de suas cabeças como ferida
de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a Terra se maravilhou após a besta que
tinha sete cabeças e dez chifres. ... E foi-lhe dada uma boca para proferir grandes
coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para agir por quarenta e dois meses. ... E
foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los, e deu-se-lhe poder sobre toda
tribo, e língua, e nação. ... E vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres
semelhantes aos de um cordeiro; e falava como o dragão. E exerce todo o poder da primeira
besta na sua presença. ... E engana os que habitam na Terra com sinais que lhe foi
permitido que fizesse em presença da besta, dizendo aos que habitam na Terra que fizessem
uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia. ... E faz que a todos,
pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão
direita, ou nas suas testas; para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que
tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome. Aqui há sabedoria. Aquele
que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu
número é seiscentos e sessenta e seis." Apocalipse 13.
As sete cabeças da besta são as sete sucessivas formas governamentais
romanas: reinado, consulado, decenvirato, ditadura, triunvirato, império e papado. O
ferimento de uma das suas cabeças, a sétima, representa o golpe desferido contra o poder
eclesiástico romano na revolução francesa, em 1798.
A segunda besta é a América do Norte. Os dois chifres da mesma simbolizam os dois
princípios fundamentais de sua constituição, ou seja, liberdade civil e religiosa, ou,
em outras palavras, republicanismo e protestantismo.
A "imagem da besta" é a forma do protestantismo apóstata que se está
desenvolvendo nos Estados Unidos, para conseguir, pelo recurso ao poder civil, a
imposição da observância do domingo por lei. É o protestantismo intolerante. A imagem
da besta já existe, mas ainda não tem vida. Na descrição das atividades que estas duas
potências político-religiosas estão prestes a exercer, pode-se notar tal união.
Apocalipse 13:11 -18.
Vamos agora fazer algumas considerações em torno do sinal da besta. É evidente que o
Senhor não poderia castigar tão severamente os que recebem o referido sinal, a menos que
o recebam conscientemente. Deus não puniu os antediluvianos, os habitantes de Sodoma e
Gomorra, os ninivitas, os judeus, etc., sem primeiro adverti-los. Assim também, sem que
tenham sido previamente avisados, não serão punidos os que aceitarem o sinal da besta.
Mas o que é "sinal da besta"'? perguntará o prezado leitor. Para os sinceros,
que têm olhos para ver e ouvidos para ouvir, Deus deixou na Sua Palavra uma pista que os
habilita a chegar ao significado de "sinal da besta". Encetemos nossa busca por
essa pista.
Raciocinando logicamente, concebe-se que, quando alguém denuncia um erro em relação a
determinado ponto, deve também anunciar a verdade correspondente. Assim, o anjo que, em
Apocalipse 14:9, 10, 11, representa os mensageiros de Deus incumbidos de proclamar uma
advertência mundial contra a aceitação do sinal da besta, é, evidentemente, o mesmo
anjo que, em Apocalipse 7, tem a seu cargo chamar a atenção dos homens para o sinal de
Deus. Se pudermos, pela Bíblia, descobrir o que vem a ser o sinal ou selo de Deus,
também poderemos facilmente saber qual é o sinal do anticristo.
Entre os fazendeiros de nosso país existe o hábito de tatuar no gado um sinal que
permite a cada qual identificar seus animais. Esse sinal consiste geralmente nas iniciais
do nome do fazendeiro. Outrora, porém, segundo nos informa o bispo Newton, em sua obra
Dissertations on the Prophecies, existia, entre alguns povos pagãos, o hábito de os
servos serem assinalados, na testa ou na mão direita, com certa marca de identificação
dos seus senhores. Também os devotos traziam na testa ou na mão direita o sinal da
divindade a que se devotavam. Esses sinais, no caso dos primeiros, expressavam geralmente
o nome do senhorio a cujo serviço estavam entregues, ou, no caso dos últimos, consistiam
em hieróglifos que diziam respeito a ou traziam o nome da divindade a que costumavam
fazer suas devoções.
É bastante óbvio que o simbolismo da linguagem descrita da obra do assinalamento se
baseie neste costume antigo de que falamos.
Deus, porém, advertiu o povo de Israel, Seu povo escolhido, contra o imitarem os costumes
dos pagãos. Em vez de trazerem um sinal distintivo literal na testa ou na mão direita,
à imitação dos gentios, deviam trazer aí as palavras da Lei de Deus proclamada no
Monte Sinai. "E estas palavras ... as atarás por sinal na tua mão e te serão por
testeiras entre os teus olhos", foi-lhes dito. Deuteronômio 5:7-21; 6:6-8. Em outras
palavras, deviam trazer a Lei de Deus na mente e pô-la em prática. Na Sua Lei está o
Seu sinal ou selo.
Desde tempos remotos, uma escritura ou lei, para que tivesse valia, devia trazer a
assinatura ou selo do seu autor. Ver exemplos em Ester 3:12; 8:8; Daniel 8:10, 17. Assim
é também com a Lei de Deus. Ela traz o selo do seu Autor.
Esse selo, porém, em virtude da grande apostasia que invadiu a Igreja nos primeiros
séculos da era cristã, foi removido da Lei, pela exclusão de um dos seus mandamentos e,
por conseguinte, a Lei, também chamada "Testemunho" (Êxodo 31:18; 40:20;
Salmos 78:5; etc.), ficou rompida. A brecha, porém, deveria ser reparada no tempo do fim.
Isaías 58:12, 13; Mateus 17:11. O mandamento excluído deveria ser restaurado à Lei, e,
com isto, ela seria ligada e tornaria a receber seu selo há tanto deslocado. "Liga o
Testemunho, sela a Lei entre os Meus discípulos" (Isaías 8:16), é a ordem dada aos
reformadores simbolizados pelo Elias que havia de vir primeiro e restaurar todas as coisas
perdidas pela apostasia. Por esta última passagem (Isaías 8:16), ficamos sabendo que o
selo ou sinal de Deus não é toda a Lei, mas sim uma parte, ou seja, um mandamento da
mesma. E qual dos quatro mandamentos que contêm o nome de Deus, seria o selo? É
justamente aquele que contém os três elementos necessários a um selo: nome, título e
extensão de domínio. São estes os característicos que antigamente compunham o selo.
Por exemplo: Ciro, rei da Pérsia. E no caso do selo de Deus aposto à Sua Lei, é só o
quarto mandamento que contém estes três elementos: Jeová, Criador dos céus e da Terra.
Esse preceito declara: "Lembra-te do dia de Sábado, para o santificar. Seis dias
trabalharás... mas o sétimo dia é o Sábado de Jeová teu Deus... porque em seis dias
fez Jeová o céu e a Terra, o mar e tudo o que neles há por isso Jeová abençoou o dia
sétimo, e o santificou." Êxodo 20:8-11. Foi justamente pela exclusão deste
mandamento que a Lei ficou por muito tempo rompida e destituída do selo de Deus. Então o
preceito do Sábado é o selo ou sinal de Deus? É o que mostram concludentemente os fatos
bíblicos que acabamos de considerar. E não só isto. Deus chama diretamente o Sábado de
sinal entre Ele e Seu povo, um sinal que os identifica como adoradores de Jeová. "E
santificai os Meus Sábados", diz o Senhor, "e servirão de sinal entre Mim e
vós, para gue saibais gue Eu sou o Senhor vosso Deus." Ezequiel 20:20.
Sabendo-se qual é o sinal de Deus, pode-se, facilmente, por analogia, saber qual é o
sinal do anticristo. É o sábado espúrio, a santificação do "Dies Solis"
(dia do Sol), o primeiro dia da semana, colocado na Lei pelo papismo, em substituição ao
selo de Deus.
O sinal da besta é o "sinal do seu nome". Apocalipse 14:11. Na Bíblia,
"nome" tem vários significados, entre os quais o de "autoridade". E,
de fato, o anticristo arvora a instituição do domingo em sinal de sua pretensa
autoridade. Diz uma obra católica, Abridgement of The Christian Doctrine (Sumário da
Doutrina Cristã), o seguinte: "Pergunta: Como podes provar que a Igreja tem poder
para instituir dias santos? Resposta: Exatamente pelo fato de ter ela mudado o Sábado
para o domingo. ..."
Em novembro de 1895, Mr. H. H. Thomas, chanceler do cardeal Gibbons, dos Estados Unidos,
escreveu uma carta em resposta a uma consulta para saber se a Igreja Católica reconhece
ter feito a mudança do Sábado para o domingo. Diz ele: "A Igreja Católica declara,
naturalmente, ter sido a mudança um ato seu ... e o ato é um sinal de sua autoridade
eclesiástica em assuntos religiosos."
Em resultado da proclamação da mensagem do terceiro anjo que adverte contra o sinal da
besta e aponta para o selo de Deus, o apóstolo João contempla os vitoriosos: "Aqui
está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé
de Jesus", diz ele. Apocalipse 14: l2. São estes os 144.000 "que saíram
vitoriosos da besta, e da sua imagem, e do seu sinal, e do número do seu nome."
Apocalipse 15:4. São os únicos vencedores. Todos os demais, vencidos, são alvo da ira
de Deus derramada nas sete pragas. Bem disse o profeta lsaías: "Ainda que o número
dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo."
Romanos 9:27. Na vinda de Cristo, segundo a explicação do apóstolo Paulo, só haverá
duas classes de salvos. 1 Coríntios 15:51, 52; 1 Tessalonicenses 4: 15-17. Estas duas
classes foram, em visão, mostradas ao apóstolo João. Ele as descreve em Apocalipse 20.
Dos santos vivos transformados na vinda de Cristo, que saem vitoriosos sobre o sinal da
besta e são assinalados com o selo de Deus, ele diz: "E ouvi o número dos
assinalados, e eram cento e quarenta e quatro mil assinalados, de todas as tribos dos
filhos de Israel." Verso 4. Dos justos ressuscitados ele diz: "Depois destas
coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as
nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o
Cordeiro, trajando vestidos brancos e com palmas nas mãos." Verso 9. Estas duas
classes são os únicos salvos. A Bíblia não fala de nenhuma outra classe. Assim que
estiver completo o número dos 144.000, israelitas segundo o espírito (Romanos 2:29), mas
gentios segundo a carne, virá Cristo. "E assim todo o Israel será salvo, como está
escrito: De Sião virá o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades." Romanos
11:26. Esse dia está próximo. O Libertador está prestes a vir. As promessas do Senhor
não falham. O que não se cumpriu em relação ao Israel segundo a carne, cumprir-se-á
com o Israel espiritual. "Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi
um Renovo justo; e, sendo Rei, reinará, e prosperará, e praticará o juízo e a justiça
na Terra. Nos Seus dias Judá será salvo, e Israel habitará seguro; e este será o Seu
nome, com que O nomearão: O SENHOR, JUSTIÇA NOSSA." Jeremias 23:5 6.
|